Essa foi a reclamação de alguns que acompanharam a entrevista da pré-candidata à presidência da República Manuela D´Ávila (PC do B) ao programa Roda Viva (TV Cultura), na última segunda-feira (25).

Os movimentos feministas tem nome para isso: manterrupting. A junção de man (homem) e interrupting (e interrupção), o que daria meio que em “homens que interrompem”, descrevendo o comportamento da constante interrupção de homens na fala de uma mulher, que acaba muitas vezes não conseguindo concluir sua ideia.

No caso da participação de Manuela, os entrevistadores foram as jornalistas Vera Magalhães (O Estado de S. Paulo), Letícia Casado (Folha), João Gabriel de Lima (revista Exame), o bacharel em filosofia Joel Pinheiro da Fonseca (Folha) e o diretor da Sociedade Rural Brasileira, Frederico D’Ávila. Muitas críticas principalmente à este último nome, por ser coordenador do programa rural de Jair Bolsonaro (PSL).

Muitos argumentaram que o número de interrupções feitos na fala da Manuela foi extremamente maior do que o das entrevistas com Marina Silva , Guilherme Boulos e Ciro Gomes.

O apresentador do Roda Viva, Ricardo Lessa, respondeu às críticas:

“Ela teve mais de 50% de cada bloco de fala sem interrupção. Ao todo, isso deve dar mais de 40 minutos de falas limpas [de total de 80 minutos]. É normal que um debate fique mais acalorado. Não é questão de gênero, mas de jornalismo.”

Vera Magalhães que compôs a bancada, também falou bastante sobre o tema e respondeu à muitos que a procuraram no Twitter:

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