Pois é. Segue o mar de lama em outras áreas que não a do cinema e da televisão. O maestro James Levine teria sido denunciado em um boletim de ocorrência de 2016, no qual um homem alega ter sido molestado sexualmente por ele há 30 anos, quando era adolescente.

O maestro, de 74 anos, entrou para o Metropolitan Opera de Nova York em 1971 e foi nomeado como maestro principal em 1973. Em 1976, foi nomeado diretor musical. Nomeado Primeiro Diretor Artístico, em 1986, renunciou ao cargo em 2004.

É considerado importante no mundo da música clássica, e com 40 anos de carreira foi premiado com dez estatuetas do Grammy. Diagnosticado com Parkinson, foi nomeado diretor musical emérito do Met, em abril deste ano.

De acordo com o The New York Times, funcionários da casa disseram que a imprensa estaria questionando a instituição a respeito de Levine, e por isso o Met, que tinha conhecimento do boletim de ocorrência desde o ano passado, teve que encarar a denúncia. Apesar de debilitado, o maestro ainda conduz de uma cadeira de rodas motorizada, e estava agendado para reger a peça Tosca, de Giuseppe Verdi, na noite do ano novo. A apresentação não deve acontecer:

“Estamos suspendendo nossa relação com James Levine, mediante investigação de múltiplas denúncias de má conduta sexual que aconteceram de 1960 a 1980, incluindo parte do início da carreira do maestro no Met. O senhor Levine não estará envolvido em nenhuma atividade realizada, inclusive ausente nas apresentações já agendadas”

 

O boletim, reproduzido pelo New York Post, narra os supostos abusos sexuais de Levine à um homem, não identificado. Os abusos teriam começado quando ele tinha 15 anos e o maestro, 41 na época, quando trabalhava no festival Ravinia, perto de Chicago, em 1985. O maestro teria lhe dado uma carona pra casa e lhe tocado “de forma incrivelmente sensual”. O relato segue com situações como observar o maestro se masturbar e ser tocado por ele de forma sexual, isso, de 1985 até 1993. Levine teria dado US$ 50 mil em dinheiro para comprar o silêncio deste homem ao longo desses anos. Ele só fez a denúncia no ano passado, quando procurou a polícia de Lake Forest (Illinois) e detalhou que os abusos. Como consequência da violência, o homem contou que teve sua vida destruída a ponto de tentar o suicídio.

No ano passado, a administração do Met Opera teria confrontado o maestro a respeito das denúncias, e ele teria dito que era falsas.

A suposta vítima decidiu denunciar o caso depois de conversar com um ex-integrante da Met Opera, que lhe sugeriu que procurasse as autoridades.  Greg Sandow, jornalista que escreve sobre música, teria sido contatado por três homens que alegavam ter sofrido abusos de Levine, um deles era o próprio denunciante. Seguem as afirmativas de outros que dizem que o comportamento do maestro era algo que muita gente conhecia, mas nada fazia a respeito.

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