O governo americano confirmou que Ivanka Trump, filha e assessora especial do presidente Donald Trump, usou um e-mail pessoal para mandar centenas de mensagens sobre questões relacionadas à Casa Branca no ano passado. Os advogados de Ivanka, defendem que ela continuou a usar sua conta pessoal após integrar a administração, mas parou de fazê-lo ao ser informada de que isso poderia representar uma violação das normas de sigilo americanas.

Austin Evers, do grupo American Oversight, foi quem obteve a informação sobre o uso do e-mail por Ivanka após um pedido com base na legislação americana de acesso à informação.

Ivanka Trump entregou todos os e-mails para arquivamento conforme exigido pela lei? Ela enviou informação sigilosa por meio de uma conta particular?”

Não é exatamente ilegal que funcionários da Casa Branca usem contas pessoais para comunicações relacionadas ao governo. Mas, a Lei de Registros Presidenciais e a Lei de Registros Federais estabelecem que funcionários do governo devem encaminhar as correspondências oficiais a uma conta de e-mail de governo em até 20 dias, para que sejam preservadas e garantam o acesso de jornalistas, advogados e do público em geral a informações de governo, mantendo as regras de transparência na administração pública.

Mas existem regras contra o compartilhamento de informações privilegiadas ou sigilosas usando contas pessoais de e-mail.

Uma matéria do The Washington Post, publicada segunda, levantou que apensar da maioria dos e-mails conterem apenas informações pessoais e de logística, alguns poderiam ser enquadrados como violação da legislação federal referente a comunicações de funcionários do governo.

Lembrem-se que em campanha, Trump bateu em sua adversária, a democrata Hillary Clinton, exatamente por usar uma conta pessoal de e-mail quando era secretária de Estado do governo Barack Obama. Durante os quatro anos em que integrou o governo Obama ela não usou, nem ativou, um e-mail do governo, e argumentou que utilizou o e-mail pessoal por conveniência.

A investigação do FBI do caso Hillary Clinton concluiu que ela não deveria ser processada, mas apontou que os assessores dela foram “extremamente negligentes” no trato de informações sigilosas. A investigação determinou que cerca de 110 e-mails continham esse tipo de informação. Um ponto bastante usado por Trump foi a recusa da democrata em entregar 30 mil  e-mails que ela disse serem de conteúdo pessoal e ainda o apagamento de alguns e-mails enquanto havia uma investigação em curso.

Em defesa da filha, o presidente dos Estados Unidos se pronunciou afirmando que o caso de Ivanka não tem nada em comum com as práticas de Hillary Clinton.

“Não houve eliminação (de e-mails), ao contrário de Hillary Clinton”

“Ela não fez nada para esconder seus e-mails”

“É uma coisa completamente diferente, tudo isso é ‘Fake News’.”

 

As new rules de Trump para a imprensa Cineminha? Vamos todos assistir à Infiltrado na Klan

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.