Imagine só uma cláusula constitucional que diz:

“Reconhece que, por meio de sua vida doméstica, a mulher dá ao Estado um apoio sem o qual o bem comum não pode ser alcançado”.

“empenhar-se (o Estado) em garantir que mães não tenham a necessidade econômica de trabalhar e negligenciar suas tarefas domésticas”.

Pois é. A mulher dentro de casa, mulheres devem abandonar o mercado de trabalho… Está lá, expresso na Constituição de 1937, da Irlanda. Agora o país vai realizar um referendo popular para remover esse adendo e atualizar a constituição.

Mais um passo da Irlanda, que em 2015, que por referendo introduziu o casamento gay (62%) na Constituição e em votação popular neste ano liberalizou o aborto, com 66% dos votos. Em 2017, Leo Varadkar se tornou o primeiro premiê abertamente gay do país.

A Constituição Irlandesa inclui uma série de referências aos valores cristãos do país, que estão sendo revistos, como explicou o ministro da justiça da Irlanda, Charlie Flanagan:

“Mais de 80 anos depois que a Constituição foi formalmente adotada, está claro que o Artigo 41.2 não tem mais lugar nela. Ele mina o objetivo atual de atingir a igualdade de gêneros que busca assegurar que as mulheres tenham reais escolhas sobre o que fazer de suas vidas”.

O referendo para a retirada do artigo será realizado junto com a eleição presidencial da Irlanda, marcada para novembro deste ano. No mesmo dia, também correrá outro referendo que consultará a população sobre a exclusão de artigo constituição que torna a blasfêmia um crime. Mas ainda não há planos para remover outras referências religiosas do texto, como o trecho que diz:

“nossas obrigações para com nosso Divino Senhor, Jesus Cristo”.

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