E deu a maior confusão já nesse sábado! A jornalista Paula Holanda, militante de esquerda e influenciadora digital, no Twitter @pppholanda ( mais de 6k seguidores) contou em uma thread (aquela sequência de twitesdar uma uma longa história) , que foi convidada por uma agência de marketing digital chamada Lajoy para promover em seu perfil conteúdo de esquerda, e receber por isso.

Ela aceitou e chegou a fazer tuítes favoráveis relacionados a Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT e candidata a deputada federal pelo Paraná, e Luiz Marinho, candidato do partido ao governado de São Paulo. Foi ai que veio a terceira “sugestão” de pauta:  sobre o governador do Piauí, o petista Wellington Dias, candidato a reeleição. Nesse momento, a jornalista percebeu que não estava recebendo pautas de esquerda, mas pautas exatamente sobre candidatos do PT, e foi então que se recusou a escrever.

O E-mail da agência Lajoy disse:

“A intenção da pauta de hoje é divulgar & enaltecer a trajetória e as ações do Wellington Dias, que concorre ao seu quarto mandato de governador no Piauí. Queremos um conteúdo leve, divertido e/ou informativo”.

Paula então questionou a natureza da ação de marketing e foi informada que se tratava de promoção de tuítes restrita a candidatos do PT e foi expulsa do grupo que negociava as ações no Whatsapp, chamado #Lulazord.

Os tuítes feitos pela jornalista não estavam marcados como pagos, ou traziam qualquer informação sobre a empresa ou político que os contratou. E lembrem-se, esta prática é proibida pela legislação atual, que no Art. 24, diz:

“É vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet, excetuado o impulsionamento de conteúdos, desde que identificado de forma inequívoca como tal e contratado exclusivamente por partidos políticos, coligações e candidatos e seus representantes”

E mesmo assim: a propaganda em redes sociais deve mencionar, explicitamente, qual partido, candidato ou coligação, com CNPJ, a pagou.

Quem infringe a lei toma multa de até R$ 30 mil e se comprovados os pagamentos, os políticos contratantes podem até ter os mandatos cassados por abuso de poder econômico.

A explosão das declarações de Paula Holanda, levaram o nome de Wellington Dias aos assuntos mais comentados do Twitter do Brasil no domingo, e fizeram com que outros perfis no Twitter admitirem que também foram contratados, chegando a apagarem suas publicações.

O PT ainda não se manifestou sobre o ocorrido.

A dona da agência Lajoy, Joyce Moreira Falete Mota disse ter sido contratada, para os meses de junho e julho por uma empresa chamada Be Connected para dar consultoria sobre:

“Quais jovens profissionais tecnológicos e digitais de esquerda eram aptos a construir e sugerir a melhor tática (conteúdo: posts, memes e gifs) de apresentar a proposta para quando chegasse o período eleitoral. Não havendo nenhuma contratação pela minha empresa para este período”.

“Através da minha experiência, conhecimento e proximidade com os influencers, indiquei os que, como eu, discutem e fortalecem as causas progressistas de esquerda. Apenas seguindo a solicitação do nicho pedido pela Be Connected.”

A empresa Be Connected, é de propriedade de Rodrigo Queles Teixeira Cardoso que de acordo com o site do diretório municipal do PT de Belo Horizonte (MG), é membro suplente do órgão. Ele também está registrado em documento de 2015 da Assembleia Legislativa de Minas Gerais como auxiliar de gabinete da deputada estadual Cristina Corrêa (PT-MG), além de em julho passado, ter sido nomeado secretário parlamentar do deputado federal Miguel Corrêa (PT-MG), que é irmão da deputada. Rodrigo Queles Teixeira Cardoso, respondeu em nota:

“Fazemos diagnóstico, monitoramento e análises de ambiente”

“Extraímos inteligência, damos a visualização da rede de influência e correlação de assuntos de seus monitoramentos. O foco dessa ação é entender o público de esquerda e planejar ações para o momento oportuno”.

“Dentre nossas ações, apontar e combater fakes, robôs e pessoas que não têm identidade com a causa. Analisamos e monitoramos perfis reais para apontar de onde nasceram movimentos de unificação de conteúdo e viralização. Em alguns momentos fizemos isso, como no caso do #Lulazord, que obteve grande aderência da rede de esquerda.”

A assessoria de Gleisi Hoffmann disse que não faria comentários até o partido se manifestar. A assessoria de Wellington Dias disse ao site Piauí Agora:

“O que se observa pelos comentários nas redes sociais e nos prints que circulam é que este é um movimento nacional, que simpatiza com a esquerda e com o PT. O governador Wellington foi incluído de alguma forma por fazer parte deste contexto. Não faz sentido ele contratar pessoas em São Paulo se o votos dele são no Piauí”.

O esquema ficou apelidado como Lulazord e WellingtonGate. E hoje de manhã o site da agência Lajoy, acusada por Paula Holanda saiu do ar.

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