Na sexta, em show apresentado na cidade de Teofilo Otoni, o humorista Gustavo Mendes, que interpreta a presidente Dilma Rousseff na TV e em seu canal do YouTube, foi interrompido por parte da plateia:

Em seu stories o comediante falou sobre o ocorrido:

“Vocês já devem estar sabendo o que rolou em Teófilo Otoni, uma tentativa de censura, mas comigo não violão, comigo não. Eu fiz uma piada com o Bolsonaro, no meu papel do comediante, e algumas pessoas se revoltaram e tentaram impedir o show. Eu botei eles para correr, botei para fora do meu show, porque fascista não tem lugar no meu show”.

“A causa é maior, o problema deles não era político, não era piadas com política. Porque eles me conhecem, eu sou o Gustavo Mendes, eu pautei minha carreira em cima de política. O problema deles era o fascismo e o autoritarismo e achar que podiam calar um artista que sempre fez questão de ter voz, de falar suas posições mesmo que isso me custasse um alto preço. Censura não e eu quero contar com todos vocês que são contra a censura para não deixar esse autoritarismo covarde e cruel tomar conta do país.”

Em entrevista à coluna Base, do Jornal O Dia, Gustavo Mendes relatou que desde o início do show começaram as provocações, e que sua impressão é de que ali existia um grupo articulado e que foi exatamente para criar essa situação. Sobre o grupo, ele disse:

“Não eram eleitores do Bolsonaro… Era um grupo fascista, que por coincidência votou no Bolsonaro. O que eu fiz foi exigir que eles se retirassem, que eu devolveria o dinheiro deles. Eu não queria eles ali, porque ninguém precisa de fascistas perto, na sua plateia. Infelizmente não tem como selecionar quando a gente vende ingresso, mas naquela hora eu pude fazer isso. pedi para que eles se retirassem e segui com o show.”

Sobre as críticas ao governo, Gustavo Mendes disse que seguirá fazendo o que acredita:

“Vou manter minhas críticas, sim, como manteria a qualquer governo. Eu fiz isso durante os seis anos do governo Dilma, durante os dois anos do governo Temer e farei isso enquanto durar o governo Bolsonaro. Esse é o papel do comediante, o papel do artista. É apontar o as mazelas, apontar o dedo, denunciar. O humor é um lubrificante social que faz com que os assuntos dolorosos penetrem de forma mais fácil na sociedade. Eu permanecerei assim, esse é o meu papel.”

Na internet, muitos humoristas comentaram o acontecido:

Kevin Hart sofre acidente de carro O Doutrinador: Kiko Pissolato e Samuel de Assis falam sobre a série do herói brasileiro

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.