As manifestações de funcionários da rede de fast food McDonald´s aconteceram em dez cidades americanas. De acordo com o grupo, na empresa existe o que chamam de uma epidemia de assédio sexual no ambiente de trabalho. Os relatos narram passadas de mão, comentários lascivos e propostas sexuais.

As ruas de cidades como Chicago, Durham, Kansas City, Los Angeles, Miami, Milwaukee, Nova Orleans, Orlando, São Francisco e St. Louis foram ocupadas pelo grupo na hora do almoço, para chamar a atenção para este problema e exigir que a empresa tome ações para acabar com isso. O movimento quer jogar luz para a situação das mulheres e trabalhadores LGBTQ, que ocupam cargos de baixa remuneração, enfrentam o problema do assédio, mas não sentem ter voz para pedir que se tome providência em relação ao que acontece, por medo de serem demitidos ou retaliados.

Esta realidade, exposta pelas manifestações, vai de encontro com a teoria desenvolvida pela professora de história Annelise Orleck, que escreveu o livro We Are All Fast-Food Workers, que narra o movimento trabalhista entre trabalhadores de baixa renda, que sofrem sim esse tipo de abuso. Em entrevista, a estudiosa ressaltou por exemplo, a conquista de funcionários do ramo de hotelaria de Chicago, que agora, por decreto, tem direito a botões de pânico para todos os trabalhadores que limpam, reabastecem ou de alguma forma se encontram sozinhos nos quartos e banheiros dos estabelecimentos.

A demanda dos funcionários da rede McDonald´s é de que seja criado um comitê, formado por trabalhadores e representantes de organizações nacionais de mulheres, para abordar o tema do assédio sexual. O movimento também quer que a empresa  pare de buscar orientação sobre a política de assédio sexual através do escritório de advocacia Seyfart Shaw, sediado em Chicago e que atualmente defende a Weinstein Co., famosa pelos casos de assédio em Hollywood.

Em maio desse ano, mulheres que trabalham para o McDonald’s apresentaram denúncias por assédio sexual contra a empresa para a Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego. Depois disso, o McDonald’s chegou a responder dizendo:

“Não há lugar para assédio ou discriminação de qualquer espécie no McDonald’s. Desde a nossa fundação, estamos comprometidos com uma cultura que promove o tratamento respeitoso de todos. Temos políticas, procedimentos e treinamentos que são projetados especificamente para evitar o assédio sexual em nossa empresa e restaurantes de propriedade da empresa, e acreditamos firmemente que nossos franqueados compartilham esse compromisso.”

A empresa também afirmou estar trabalhando com especialistas para desenvolver políticas, procedimentos e treinamento buscando maneiras de fazer ainda mais para garantir que, o que eles chamam de “os valores do McDonald’s” se reflitam em todos os restaurantes, todos os dias.

Durante as passeatas, o grupo afirma que a empresa tem falhado em aplicar as políticas que garantiriam um ambiente de trabalho seguro.

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