A história começou de quinta para sexta da semana passada, quando os advogados de Lula pediram que o juiz  Sergio Moro investigasse o compartilhamento de um vídeo da condução coercitiva do ex-presidente na Operação Lava Jato com os produtores do filme Polícia Federal –  A Lei É para Todos. De acordo com a petição, agentes da PF cometeram os crimes de abuso de autoridade e desvio de poder ao ceder o material, e indo mais longe, os advogados afirmam que o filme tem a intenção de macular a imagem de Lula.

“A quem interessa macular a imagem de Luiz Inácio Lula da Silva, justamente em um momento no qual todos os institutos de pesquisa o apontam em primeiro lugar na disputa presidencial de 2018, em trajetória indiscutivelmente ascendente?”

Na petição, os advogados reforçam que a produtora New Group Cine & TV, responsável pelo filme, o diretor, Marcelo Antunez, e o produtor Tomislav Blazic devem se abster imediatamente de utilizar a gravação, obtida de forma ilegal. Ainda foi solicitada “a relação das pessoas físicas e jurídicas que estão financiando o filme e, dessa forma, pretendendo obter vantagens privadas a partir do uso de filmagens ilegais”.

O vídeo em questão é uma gravação de quase duas horas, realizado em março do ano passado pelos investigadores da PF durante a ação no apartamento de Lula, e que estaria sendo usado para roteirizar a cena da condução coercitiva de Lula. O roteiro do filme é baseado em um livro ainda inédito assinado pelos jornalistas Carlos Graieb e Ana Maria dos Santos.

Sobre a existência do vídeo, é importante ressaltar que na ocasião, os mandados de busca e apreensão e condução coercitiva, contavam com as seguintes recomendações do juiz Moro:

“NÃO deve ser utilizada algema e NÃO deve, em hipótese alguma, ser filmado ou, tanto quanto possível, permitida a filmagem do deslocamento do ex-presidente para a colheita do depoimento”

Se existe tal filmagem, a PF desobedeceu às recomendações. E ao que parece existe mesmo, já que em um matéria a Veja descreve o que poderemos ver da cena, dizendo:

 “VEJA teve acesso à íntegra da gravação de todo o processo, feita por câmera digital acoplada ao uniforme de um agente da PF.”

O produtor do filme, Tomislav Blazic também reafirmou a história do que chamou de acordo inédito com a PF para apoio às filmagens em entrevista à Folha também em fevereiro deste ano. Já na última sexta-feira, Blazic negou a história ao jornal O Globo dizendo não ter nenhum vídeo da condução coercitiva do ex-presidente Lula, nem colaboração da Polícia Federal nas filmagens:

“Não sei de onde tiraram essa informação. Isso simplesmente não é real”

Também na sexta, o juiz federal Sérgio Moro deu cinco dias para que a Polícia Federal se manifeste sobre o suposto vídeo gravado durante a condução coercitiva do ex-presidente Lula em março do ano passado.

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