Woody Allen está tendo que encarar a dura consequência das acusações de abuso sexual feitas pela sua filha adotiva, Dylan Farrow. O diretor, que sempre negou as alegações, e não chegou a ser processado nos Estados Unidos, agora não está conseguindo investidores para seus próximos projetos.

Já falamos sobre atores que inclusive disseram que não trabalhariam mais com Allen, e alguns que chegaram a doar o salário que receberam para organizações dedicadas a proteger as vítimas de violência sexual, após a aparição da filha do diretor em um programa de televisão dos Estados Unidos. Outro fator levantado por alguns veículos de comunicação é a questão do baixo retorno financeiro das produções.

O diretor tem 48 filmes em sua carreira, sendo o último deles A Rainy Day in New York, que fez dentro do contrato com a Amazon, assim como Roda Gigante. A produção ainda inédita deve estrear no catálogo do serviço de streaming até o final deste ano. O contrato com a Amazon garante a distribuição para 5 filmes, mas tem um coro que acredita que o acordo possa ser rompido, e que a empresa esteja disposta inclusive a pagar a multa prevista. No IMDb existe o apontamento de projeto do diretor em andamento, com previsão para 2020.

A informação de que haveria muita dificuldade em se conseguir esse financiamento é do The New York Post, e foi negada pelo porta-voz de Allen.

Vamos recapitular os fatos que envolvem a denúncia de Dylan Farrow, filha adotiva de Woody Allen?

Em 2014, em carta aberta, ela denunciou o cineasta contando que sofreu abusos sexuais quando criança. Os representantes de Allen sempre reforçam que as acusações de Dylan Farrow contra Woody Allen foram minunciosamente examinadas pelas autoridades e investigadores do bem-estar infantil. E que esses investigadores concluíram claramente que Dylan Farrow não foi abusada sexualmente. Não existe queixa criminal contra ele por esse motivo.

 

Em janeiro deste ano, em uma entrevista que o CBS This Morning fez com Farrow, ela falou pela primeira vez sobre o assunto e sensibilizou muita gente. Ela disse que apenas espera que as pessoas creditem na história dela. Dylan já havia defendido alguns de seus pontos em um artigo para o Los Angeles Times:
“Estou crente e eu estou dizendo a verdade e eu acho que é importante que as pessoas perceberam que a vítima, a acusadora, importa. E que fazem o suficiente para mudar as coisas”.

“O que levou Harvey Weinstein e outras celebridades acusadas a serem ejetadas de Hollywood, enquanto Allen recentemente conseguiu uma distribuição milionária pela Amazon, além de outras reivindicações concedidas a ele, antes de ser suspenso pela própria depois das acusações de assédio?”

“Embora a cultura pareça estar se transformando rapidamente, minhas alegações aparentemente ainda são muito complicadas, muito difíceis e também “perigosas” demais para se enfrentar… É difícil negar a verdade, mas é fácil ignorá-la. Parte o meu coração quando vejo mulheres e homens que eu admiro aceitando trabalhar com Allen. O sistema funcionou para Harvey Weinstein há décadas. Mas ainda trabalha e funciona para Woody Allen“.

“Há muito tempo eu mantenho que quando eu tinha 7 anos de idade, Woody Allen me levou para o sótão, longe da babá que estava instruída a nunca me deixar sozinha com ele. Então ele abusou sexualmente de mim. Eu disse a verdade para as autoridades, e eu tenho dito isso, sem alterações, por mais de 20 anos”

Antes mesmo desta entrevista, Natalie Portman já havia respondido ao tweet de Farrow, no qual ela comentou o lançamento do movimento Time´s Up de forma ressentida, já que não atingia seu abusador. Portman disse:

“eu acredito em você, Dylan. Eu acredito em você”

Timothée Chalamet, que é estrela do próximo filme de Allen, A Rainy Day in New York doou seu salário do filme para os movimentos Time’s Up, o centro LGBT em Nova York e organização anti-assédio sexual RAINN. Os atores Rebecca Hall e Griffin Newman, que também estão na produção, já haviam anunciado o mesmo. Selena Gomez que também está no filme reverteu seu cachê, e uma quantia a mais para o Time’s Up, movimento que apoia vítimas de assédio e abuso sexual.

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