Ontem, falamos do manifesta lançado por francesas que criticavam o puritanismo da campanha contra o assédio sexual surgida nos Estados Unidos em decorrência do caso Harvey Weinstein. Pois hoje já temos um grupo de feministas respondendo ao manifesto que defendia a liberdade dos homens de importunar. 30 feministas publicaram um artigo na France Info em que rebatem o que foi dito no manifesto:

“Cada vez que os direitos das mulheres avançam, aparecem resistências”

O texto diz que não se pode colocar no mesmo saco, conceitos diferentes como a sedução baseada no respeito e no prazer e a violência. E vão mais fundo quando dizem que as personalidades que assinam o artigo do Le Monde são “reincidentes na defesa de pederastas” e ao que elas chama de “apologia ao estupro”,  assim “banalizando a violência sexual”.

Aqui no Brasil, A escritora Danuza Leão, de 84 anos, também está recebendo duras críticas pelo texto publicado jornal O Globo.

 “O Globo de Ouro pareceu um grande funeral”

E de acordo com Danuza, as artistas que fizeram parte do manifesto “foram muito pouco paqueradas e voltaram sozinhas para casa”. Danuza disse que uma mulher possa tirar o emprego de um homem, afirmando associando as recentes denúncias à uma caça às bruxas. Ela acredita que é ótimo passar em frente a uma obra e receber um elogio e que:

“Toda mulher deveria ser assediada pelo menos três vezes por semana para ser feliz”. 

Os netos da escritora, o fotógrafo João Wainer e a artista Rita Wainer, se manifestaram nas redes sociais compartilhando a seguinte foto:

‍♀não, não pode.

Uma publicação compartilhada por rita wainer (@ritawainer) em

Ameaças no pós Weisntein ? Autor de artigos que denunciaram o poderoso conta o que aconteceu James Franco: 5 casos de assédio relatados por reportagem

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