Existe uma expectativa bastante grande para estreia de Coringa, nesta quinta. A produção recebeu o Leão de Ouro, principal prêmio do Festival de Veneza, contando a história de Arthur Fleck, interpretado por Joaquin Phoenix. O inimigo do Batman já foi interpretado por Jack Nicholson, Heath Ledger ( que ganhou um Oscar póstumo pela atuação) e recentemente por Jared Leto.

No novo e sombrio filme de Todd Phillips ( Se Beber Não Case) apresenta-se uma versão para a origem do personagem, tratando de desigualdade social e saúde mental em uma Gotham em plena crise econômica, entre as décadas de 1970 e 1980. Arthur Fleck (Phoenix) vive de fato um palhaço durante o dia, enquanto tenta a carreira de comediante à noite. Ele ainda sofre de uma síndrome que faz com que ele tenha crises de risadas incontroláveis…Também participa do filme, Robert De Niro que interpreta um apresentador de talk show.

Violência também é uma das tônicas do filme.

Ontem, um grupo formado por famílias das vítimas do atentado de 2012 em Aurora, nos Estados Unidos, durante uma sessão de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge, afirmou preocupação com a influência do filme. Será que a produção poderia levar encorajar uma pessoa que está à beira de se tornar um atirador? No terrível episódio episódio real, um homem identificado como James Holmes invadiu uma sessão de cinema e matou 12 pessoas e deixando outras 70 feridas.

Sobre a questão da produção incentivar atos violentos, o diretor Todd Phillips se pronunciou:

“O filme faz alertas sobre falta de amor, trauma infantil, falta de compaixão no mundo. Eu acho que as pessoas podem lidar com a mensagem”

Sobre a relação com Aurora, em que inicialmente houve a informação de que o atirador se apresentou como Joker, Phillips se estendeu:

“Quero dizer, acho que Aurora é obviamente uma situação horrível, mas nem isso é algo que você culpar o filme.

(…) Francamente, se você fizer sua própria pesquisa sobre Aurora, esse cavalheiro não estava nem se apresentando como Coringa. Isso foi falso, o cabelo dele estava pintado de vermelho. Ele estava tendo, obviamente, um colapso mental e há algo de horrível nisso, mas não estava relacionado a isso (o personagem do filme) fora o fato de que aconteceu em um cinema.

(..) Não é isso que o filme está tentando representar. O filme ainda se passa em um mundo fictício. Pode ter implicações, opções no mundo real, mas é um personagem fictício em um mundo fictício que existe há 80 anos. “

Joaquin Phoenix, que chegou a deixar uma entrevista quando perguntado sobre o assunto, também comentou:

“Eu acho que a maioria de nós sabe entender a diferença entre o que é certo e o que é errado. Então, eu não acho que é responsabilidade do cineasta ensinar ao público o que é moral ou a diferença entre certo e errado”

A pergunta que deixou Phoenix incomodado, foi do jornalista do Telegraph, Robbie Collin, e era sobre o possível encorajamento que algumas pessoas de ideias extremistas poderiam encontrar no personagem de Phoenix, especialmente em um período em que os Estados Unidos passam pela maior crise de violência por armas de fogo da sua história.

Também depois do manifesto das famílias ligadas ao ataque de 2012, a Warner resolveu se manifestar oficialmente:

“Não se engane: nem o personagem fictício Joker, nem o filme, é um endosso de qualquer tipo de violência no mundo real. Não é a intenção do filme, dos cineastas ou do estúdio manter esse personagem como herói. ”

“Ao mesmo tempo, a Warner Bros. acredita que uma das funções ao contar histórias é provocar discussões difíceis sobre assuntos complexos”

Existia também uma demanda de que a Warner comentasse sobre a questão da violência por armas de fogo nos EUA. Pediu-se inclusive que a empresa doe parte do lucro para grupos de prevenção e ajuda às vítimas de violência armada. A Warner afirmou ter uma longa história relacionada ao combate à violência, incluindo auxílio a vítimas e incentivo ao debate bipartidário sobre a questão da regulamentação de armas.

 

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