Soubemos ontem do falecimento de Carmen Mayrink Veiga. Aos 88 anos, a mulher que desfilou elegância da high society carioca de despediu deste plano, para quem se reunir aos muitos e talentosos que a cercaram. Carmen Therezinha Solbiati era de Pirajuí, interior de São Paulo, nascida em 24 de abril de 1929. Filha de Maria de Lourdes de Lacerda Guimarães e Enéas Solbiati, era neta do Barão de Arari e sobrinha-neta do Barão de Araras. Seu pai foi cônsul honorário do Reino da Itália.

Carmem retratada por Candido Portinari

Casada com o empresário Tony Mayrink Veiga, falecido em junho do ano passado, e mãe de Antenor Mayrink Veiga e da atriz Antônia Frering, Carmem marcou as páginas das colunas sociais e as listas das dez mais, então publicada pelo colunista Ibrahim SuedTony e Carmen Mayrink Veiga eram daqueles power couples de verdade. considerados por Truman Capote, Diana Vreeland e Anna Wintour o casal mais chique da América do Sul.

Elegante, Carmem foi uma das primeiras compradoras de alta-costura do Brasil. Tinha em seu armário Yves Saint Laurent e Givenchy, sendo musa e amiga pessoal de muitos estilistas. É a única brasileira a ser citada na biografia de Saint Laurent. Em 2003, seu guarda-roupa foi tema de uma exposição na Casa de Arte e Cultura Julieta de Serpa, no Rio de Janeiro. A Coleção de Alta Costura Carmem Therezinha Solbiati Mayrink Veiga somava 67 vestidos de marcas poderosas, sendo que 50 deles foram doados ao Instituto Zuzu Angel.

Pintores eternizaram seus traços, nomes como Candido Portinari, Di Cavalcanti e Andy Warhol. Foi fotografada por Mario Testino e Richard Avedon.

Nem tudo foram flores. Em 1995, a socialite teve que entregar quadros, tapetes, pratarias e objetos de arte ao Banco do Brasil, para pagar uma dívida de R$ 4 milhões do marido de Carmen, Tony Mayrink Veiga. Mais tarde houve briga judicial para pedindo a suspensão da apreensão judicial, na qual Carmem alegava que os bens eram seus e não do marido, com quem foi casada em regime de separação de bens. Foi ai que começou a trabalhar, fazendo palestras:

ao final da vida, Carmem Mayrink Veiga foi diagnosticada portadora de paraparesia tropical, um grave problema no quadril, e por isso passou seus últimos anos em uma cadeira de rodas. Fez disso sua última grande causa, defendendo os diretos dos cadeirantes.

 

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