Comecemos por Vin Diesel, quem em Bloodshot vive um ex-soldado com poderes especiais: o de regeneração e a capacidade de se metamorfosear. Acontece que no começo da trama ele é assassinado ao lado da esposa. É então ressuscitado e aprimorado com nanotecnologia, o que o faz ser uma espécie de mutante com as características citadas no começo do texto. Tentam também apagar a memória desse cara, que claro: vai se lembrar de tudo e procurar por vingança. O filme é baseado no livro best seller de mesmo nome.

Temos também um terrorzinho russo chegando aos cinemas hoje. A Maldição do Espelho trata de uma turma de jovens em um internato que resolve invocar o fantasma da Rainha de Espadas, uma condessa que matou 19 crianças em dois anos quando residiu o pequeno castelinho. que ideia, não é mesmo? O filme é uma continuação de A Dama do Espelho: Ritual das Trevas, de 2015, que explora uma lenda antiga sobre os espelhos serem portais para o mundo dos mortos e um acesso à tal Rainha de Espadas.

O filme O Oficial e o Espião se passa no final do século 19 e trata de uma história real. O caso do capitão francês Alfred Dreyfus (Louis Garrel), judeu e por isso perseguido e  injustamente condenado à prisão perpétua em 1894. De muito curioso nesta história, o fato de que foi o Coronel Picquart (Jean Dujardin), antissemita, quem acaba buscando justiça em relação às falsas acusações.

O diretor é Roman Polanski, mesmo de O Bebê de Rosemary, Chinatown, O Inquilino e O Pianista. 

O filme foi indicado em 12 categorias ao César, considerado o “Oscar francês”. Venceu Polanski como Melhor diretor, e a produção ainda faturou nas categorias de melhor adaptação e melhor figurino. Antes da divulgação das premiações, o ministro da Cultura francês disse que o êxito de um diretor acusado de violência sexual passaria uma mensagem equivocada em tempos de #MeToo.

No lugar de Polanski, as atrizes Emmanuelle Bercot e Claire Denis receberam o César. O diretor optou por não comparecer ao evento, por medo de um “linchamento público”. Quando anunciado o prêmio, convidados deixaram a cerimônia como forma de protesto.

Roman Polanski, 86 anos, diretor de O Bebê de Rosemary, Chinatown e O Pianista, entre tantos outros filmes, é acusado de ter abusado sexualmente de 3 mulheres e está fugido dos Estados Unidos desde 1978, quando foi condenado pela primeira acusação de estupro que recebeu. De início a denúncia era de estupro com uso de drogas, perversão, sodomia, atos libidinosos com uma criança com menos de 14 anos, e fornecimento de drogas controladas a uma menor de idade. Houve acordo com o advogado da vítima, o diretor assumiu a culpa por abusar sexualmente de um menor de 18 anos, a defesa desistiu das demais acusações e ele foi condenado. Nunca cumpriu pena, pois fugiu do país. O diretor foi cinco vezes indicado ao Oscar, tendo vencido como melhor diretor por O Pianista. Não pode comparecer à cerimônia, pois corria de fato o risco de ser preso.

Em 2108, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas expulsou Roman Polanski de seu quadro de membros.

“Não há lugar na Academia para as pessoas que abusam do status, poder ou influência de forma que viole os reconhecidos padrões de decência. A Academia é totalmente contra qualquer forma de abuso, assédio ou discriminação — seja de gênero, orientação sexual, raça, etnia, deficiência, idade, religião ou nacionalidade”

 

Esposa de Moro defende Dráuzio, mas apaga post Trump anuncia medidas para conter pandemia de coronavírus

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.