Pelo menos do juri do 71º Festival de Cannes! A atriz australiana, que é uma das signatárias do movimento  Time’s Up, que reúne outras estrelas de Hollywood na luta para ajudar as vítimas do assédio sexual, presidirá o importante festival de cinema que acontece entre 8 e 19 de maio. Ela será a 12ª mulher a presidir o júri de Cannes, quatro anos depois da diretora neozelandesa Jane Campion.

Cate é vencedora do Oscar por O Aviador (2004), como atriz coadjuvante, e também levou Oscar de mlehor atriz por Blue Jasmine (2013). Blanchett nunca foi premiada no festival francês

“Vou a Cannes há anos como atriz, produtora e para as festas de gala e sessões de competição, inclusive pelo mercado. Mas ainda não fui pelo mero prazer de aproveitar a abundância de filmes deste grande festival”

Na divulgação da escolha, Pierre Lescure, presidente do Festival de Cannes, e Thierry Frémaux, delegado-geral justificaram:

“Estamos muito felizes de acolher uma artista rara e singular, cujo talento e convicções preenchem as telas de cinema e os palcos de teatro. Nossas conversas com ela nos prometem que será uma presidente comprometida, uma mulher apaixonada e uma espectadora generosa”

No ano passado, o juri foi presidido por Pedro Almodóvar, que inclusive teve uma postura bastante interessante a respeito da polêmica da não estreia dos filmes Netflix em salas de cinema. Na coletiva de imprensa, disparou contra a presença de dois filmes da Netflix (The Meyerowitz Stories e Okja) na mostra competitiva.  Os filmes, que não foram lançados em circuito comercial de cinema, forçaram a direção do festival a reforçar a norma para os próximas edições: filmes que quiserem participar tem a obrigação de terem sido distribuído em salas de cinemas da França.

Mas voltemos ao que disse Pedro Almodóvar:

“As plataformas digitais de exibição são uma nova forma de oferecer conteúdo, mas elas não podem suprimir as anteriores, como, por exemplo, o hábito de se ir ao cinema. As novas plataformas não devem mudar os hábitos dos espectadores. Eles devem respeitar as regras que existiam anteriormente e respeitar todos os formatos de exibição. Enquanto eu seguir vivo, vou defender a experiência que muitos jovens não tiveram que é a sensação de poder assistir um filme em tela grande. O espaço em que a gente vê um filme pela primeira vez não pode fazer parte de nossa mobília”.

Este ano, devemos observar repercussões da onda pós Harvey Weisntein.

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