A lista dos cancelados só termina quando o ano termina, mas já podemos constatar que o “cancelamento” de pessoas foi mania em 2019. É a celebridade errar, que o povo já está de olho para, se for o caso, promover o cancelamento. Essa lista do Twitter tem seus escolhidos, e motivações:

Pois é! Quem não se lembra da reinvenção que teve que ser feita para o Oscar de 2019 quando o comediante Kevin Hart flopou para a posição exatamente por ser cancelado depois de desenterrados tuítes homofóbicos antigos.

E as polêmicas do Nego do Borel? Teve o clipe Me Solta, de 2018, no qual o cantor interpreta a personagem Nega da Borelli, que beija um ator. A comunidade LGBTQ+ criticou o artista sobre representatividade, reforço de estereótipos e principalmente por contradizer discurso, pois a poucos dias estava em uma foto ao lado de Jair Bolsonaro. E teve também o coro dos homofóbicos, que não toleraram ver o artista beijando um homem.

O cancelamento seguiu com comentários transfóbicos feitos por Borel no Instagram, sobre Luisa Marilac. E olha que não parou por ai, pois logo depois Anitta acabou canceladinha ao levar Nego do Borel ao palco de uma apresentação do Bloco das Poderosas. Teve até tag: #AnittaIsOverParty

O youtuber Carlinhos Maia foi cancelado quando revelou que era gay, mas ao mesmo tempo fez discurso homofóbico.

Felipe Neto, que já foi cancelado por comentários homofóbicos feitos no passado e esse ano saiu da lista de cancelamento quando comprou e doou o gibi censurado por Crivella na Bienal por ter heróis se beijando na capa.

Recentemente, para show no Rock In Rio, Drake veio ao Brasil. O canadense chegou e alguns fãs o esperavam no Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro. Uma pequena galerinha clamava por ele, que não correspondeu nem com tchau. Foi motivo para que uma fã dissesse:

“Por isso que a Rihanna terminou com você”.

Depois deu até aquele rolo que impediu a transmissão do show do rapper pela televisão, o que confirmou o cancelamento dele para muitos.

Silvio Santos vem sendo cancelado frequentemente. Este ano, foi acusado de racismo no caso da apresentação da cantora Jennyfer Oliver. No passado, já se envolveu em outras situações apontadas como racistas. No Teleton, ele recebeu o elenco de Chiquititas. Perguntou para a atriz mirim Julia Olliver o que ela queria ser quando crescer. Ela respondeu “ou eu vou ser atriz ou eu vou ser cantora”, e Silvio engatou:  “com esse cabelo?”. Também no Teleton, em 2016, o apresentador falou para uma dançarina, de um grupo plus size que ela era graciosa apesar de ser negra.

A questão do cancelamento foi tão forte, que até o ex­-presidente dos Estados Unidos Barack Obama resolveu falar disso. Durante participação no Obama Foundation Summit, em Chicago, ele disse que essa não é uma forma eficaz de ativismo.

“O mundo está bagunçado, existem ambiguidades e pessoas que fazem coisas boas também têm falhas. Essa ideia de pureza deve ser superada rapidamente”.

 

 

 

 

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