Os dados da Organização Mundial da Saúde são de que o uso de cadeirinhas infantis reduz em até 60% o número de mortes de crianças e adolescentes com até 15 anos de idade em acidentes de trânsito. De acordo com a organização, o uso das cadeirinhas reduz em até 19% a chance de lesões graves em crianças entre 8 e 12 anos vítimas de acidentes de trânsito, em comparação ao uso apenas do cinto de segurança. A Folha de São Paulo reuniu diversos dados interessantes.

A ONG Criança Segura fez pesquisas que mostram que acidentes de trânsito são a principal causa de morte acidental de crianças e adolescentes de até 14 anos no Brasil. São pelo menos três mortes de crianças por dia por causa do trânsito. Ainda entre os dados apurados pela ONG, entre 2001 e 2017, cerca de 5.000 crianças de até 9 anos morreram em decorrência de acidentes envolvendo carros onde eram passageiras.

Um levantamento feito em São Paulo pela Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito feito em junho do ano passado mostrou que 36% das crianças de até cinco anos usavam assentos infantis quando transportadas em dias úteis e que esse percentual aumenta para 56% nos finais de semana.

O assunto voltou a ser discutido depois da mudança na legislação proposta pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) que quer deixar de aplicar multas a motoristas que transportem crianças sem as chamadas cadeirinhas. O trecho consta em projeto de lei que altera uma série de pontos do Código de Trânsito Brasileiro e que foi enviado ao Congresso Nacional nesta terça-feira. O condutor seria apenas advertido pela autoridade de trânsito. Hoje, segundo a legislação de trânsito, os equipamentos são obrigatórios para crianças de até sete anos e meio. A falta de cadeirinha é infração gravíssima, incorre em sete pontos na carteira, pagamento de multa e retenção do veículo até que a irregularidade seja resolvida.

Desde que a obrigatoriedade da cadeirinha entrou em vigência, em 2011, os registros de hospitalizações entre esse grupo por acidentes de trânsito caíram 37%. Já as mortes reduziram 22%, de acordo com dados do Instituto de Estudos Avançados da USP.

Ontem, Bolsonaro comentou a respeito da decisão durante evento pelo Dia Mundial do Meio Ambiente, na divisa dos estados de Goiás com Mato Grosso:

“Cadeirinha do bebê: todo mundo que é pai e mãe é responsável. Continua valendo a infração para a pontuação. Apenas tirei o dinheiro. Vamos ver se o pessoal vai multar ou é a multa pela multa?”

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