O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, está internado desde quarta-feira no Hospital Sírio Libanês.  Inicialmente, para o tratamento de uma erisipela, depois confirmada uma trombose venosa profunda nas veias fibulares e um tromboembolismo nos dois pulmões. Tanto a erisipela quanto a trombose já estão em remissão, mas entre os exames realizados durante a internação, um pet scan identificou um tumor no trato digestivo do prefeito, que depois de uma laparoscopia e biópsia trouxe a confirmação de ser um tumor maligno.

O prefeito permanecerá internado, ainda está controlando o tromboembolismo pulmonar e ontem revelou que já faria a primeira sessão de quimioterapia. O boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio Libanês diz que Covas será submetido a três sessões de quimioterapia, para posterior reavaliação. O tratamento deve durar de seis a oito semanas, para posterior avaliação do tratamento quimioterápico. Não está descartada uma eventual cirurgia após essa primeira fase.

O tumor é um adenocarcinoma, localizado na área de transição entre o estômago e o esôfago. Existem também duas outras lesões, uma no fígado e outra nos linfonodos. De acordo com a equipe médica, há apenas uma metástase, no fígado. Em relação a gravidade da doença, o que foi dito por Artur Katz, oncologista do Sírio-Libanês:

“Não existe um ranking de agressivo ou não para tumores. Podemos dizer que a doença foi algo traiçoeira. Não trouxe nenhum sintoma local. A primeira manifestação foi a trombose. Do ponto de vista sistêmico, a doença está localizada”

O prefeito está sendo também acompanhado pelas equipes médicas coordenadas pelo Prof. Dr. David Uip, pelo Prof. Dr. Roberto Kalil Filho, Prof. Dr. Raul Cutait e Dr. Tulio Eduardo Flesch Pfiffer.

O diagnóstico surpreendeu os médicos, pois o paciente não apresentava sintomas comuns a quem tem a doença. Jovem, aos 39 anos, Bruno Covas adotou estilo de vida mais saudável, frequentava a academia, e chegou a perder 18 quilos desde 2016. Muitos se lembraram do avô de Bruno, Mario Covas, ex-governador de São Paulo, que morreu em 2001 em decorrência de um câncer na bexiga. Mas no caso do câncer que se apresenta, não existe histórico familiar.

“Não tenho dúvidas que vou vencer esse desafio. Quero agradecer as centenas de mensagens que tenho recebido de inúmeras pessoas. Ajuda muito a atravessar a tempestade. #enfrentando

Bruno Covas não vai se afastar do cargo a princípio. Disse aos médicos que tem a responsabilidade de ficar no comando da prefeitura enquanto possível, mas terá a responsabilidade de deixar o cargo se precisar. No caso de um pedido de licença e afastamento, este precisa ser ratificado pela Câmara. Quem assumiria a administração seria o presidente do Legislativo, o vereador Eduardo Tuma (PSDB), afinal Covas foi eleito vice-prefeito na chapa do atual governador e ex-prefeito João Doria (PSDB).

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One thought on “Bruno Covas inicia quimioterapia”

  1. Mimi Andrade

    Tratar as doenças no Sírio Libanês é a parte mais fácil, ele não vai cuidar no SUS porque é convênio de pobre, da classe trabalhadora que não tem condições de pagar. Ele esquece que só está nesse hospital às custas do DINHEIRO PÚBLICO.

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