Foram oito as denúncias de assédio sexual contra o ator norte-americano Morgan Freeman, hoje com 80 anos.  A CNN conduziu uma investigação na qual conversou com 16 pessoas, sendo que 8 narraram mal comportamento e forma inadequada durante filmagens e promoções de alguns filmes.

Uma dessas mulheres, que trabalhou com ele no filme Despedida Em Grande Estilo, lançado no ano passado, falou da dificuldade que foi trabalhar com o ator que a assediou por vários meses: toques indesejados, comentários diários sobre seu corpo e sobre suas roupas. O ator também tentou “levantar repetidamente” sua saia e lhe perguntou “se estava usando calcinha”. Um dos atores, Alan Arkin chegou a pedir que Freeman parasse, o que, segundo o relato, o deixou sem ter o que dizer.

Outra mulher, que fez parte da equipe de direção de O Segundo Ato (2013), contou que o ator a assediou, e também sua assistente, durante as gravações. Freeman insistia em comentários sobre seus corpos.

3 repórteres de entretenimento também se juntaram ao coro e contaram que durante entrevistas, nas chamadas junkets, também foram incomodadas por comentários indiscretos do ator.

Chloe Melas, hoje na CNN, e que entrevistou o ator, contou que em uma sala com diversas pessoas, entre elas os co protagonistas Alan Arkin e Michael Caine, Freeman a cumprimentou com um aperto de mão sem a deixar soltar e olhando seu corpo de cima a baixo várias vezes. Grávida de seis meses, teve que ouvir a frase:

“ eu queria ter estado lá”

Declaração que inclusive foi pega em vídeo. A repórter do WGN-TV de Chicago, Tyra Martin que já entrevistou o ator pelo menos nove vezes confirmou o padrão de comentários indiscretos frequentes, contou que sempre levou na brincadeira, até que em uma das entrevistas se sentiu desconfortável. Ela se levantou, e estava arrumando sua saia puxando ela para baixo quando ouviu:

“Ah, não puxe para baixo agora”

Na empresa do ator , Revelations Entertainment muitas funcionárias e funcionários confirmaram também esse padrão de comportamento, desde olhar insistente para o corpo delas, à massagens indesejadas e perguntas constrangedoras. Sua sócia, Lori McCreary também está nos relatos dos funcionários como alguém que no mínimo compactuava com o comportamento do ator. Ela que teria também sido alvo de seus comentários inapropriados, quando em um painel do qual ela participava, em frente a centenas de pessoas, Freeman descreveu como era seu vestido no primeiro encontro que tiveram.

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