Um vídeo mostrou a seguinte cena: um rapaz mexendo no celular e conversando com um amigo. Eles estão dentro de um vagão da Linha 3 – Vermelha, no sentido Corinthians-Itaquera. Um deles está fardado, com o uniforme da polícia militar, e pode-se ler sua identificação. Em determinado momento, eles trocam um “selinho”.

O vazamento dessas imagens desencadeou ataques homofóbicos ameaças de morte ao soldado da Polícia Militar de São Paulo mostrado no vídeo, que pediu afastamento de suas atividades profissionais.

Abalado pelos acontecimentos, e assistido por advogado, o PM que está na corporação há quatro anos, está em uma clínica de repouso e sob o efeito de calmantes. Foi registrado boletim de ocorrência denunciando os ataques, em maioria de desconhecidos, alguns que alegam ser policiais de “alta patente”. O advogado José Beraldo ressalta:

“É um crime de ódio. Ele não pode ser hostilizado. É um crime homofóbico gravíssimo”.

A PM emitiu nota explicando que o soldado procurou o serviço médico da instituição e está afastado para tratamento de saúde, e  afirmou que as ameaças feitas ao PM pelas redes sociais, com conotação homofóbica, estão sendo apuradas. A instituição também relata que colocou à disposição do PM as medidas protetivas previstas pela Divisão PM Vítima, da Corregedoria, que apura crimes cometidos como policiais e dá apoio a vítimas.

Em relação ao conteúdo do vídeo, a PM o comunicado diz:

“A conduta do PM fardado no metrô captada em vídeo será apurada única e exclusivamente sob o aspecto administrativo, pois demonstra postura incompatível com os procedimentos de segurança que se espera de um policial fardado e armado, que exigem que esteja alerta.”

O governador de São Paulo, Márcio França (PSB) desaprovou o comportamento do soldado.

“É preciso ver que a farda é uma extensão do Estado e a farda tem que estar respeitada. Eu não vejo significado de você usar coldre, farda, e ficar fazendo gestos de amor expresso em público, seja com homem ou com mulher”

Sei. Se fosse um PM dando um selinho em uma mulher, era possível que alguém postasse com a legenda: existe amor na PM.

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