Sim. A denúncia deve ser ouvida. é nisso que credita a embaixadora dos Estados Unidos na ONU,  Nikki Haley. Neste domingo, a republicana que foi indicada ao cargo pelo próprio Donald Trump ressaltou que qualquer mulher que se sentiu violada ou assediada por um homem tem o direito de falar, mesmo que o acusado seja o presidente.

Falando ao Face The Nation, da rede da CBS, Haley ressaltou:

“Eu creio que todas as mulheres que já se sentiram violadas ou maltratadas de alguma maneira tem todo o direito de denunciar”

“Mulheres que acusam qualquer um devem ser ouvidas. [As acusações] devem ser ouvidas e resolvidas e acho que ouvimos elas antes das eleições”

Lembrem-se que no ano passado, Trump foi acusado de assédio sexual por algumas mulheres, e teve inclusive aquele trecho do programa de TV Access Holywood, gravado em 2005, em que Trump disse que beijava e apalpava mulheres sem consentimento. Nikki Haley, essas denúncias são positivas, pois trazem mais atenção para o assunto.

A Casa Branca nega todas as acusações.

Na política, assim como em outras áreas, seguem as denúncias pós Harvey Weinstein. Este mês, três congressistas anunciaram que vão deixar seus cargos após serem acusados de conduta sexual imprópria (deputados John Conyers Jr.,Trent Farks e o senador Al Franken)

Ontem, a ex-apresentadora da Fox News, Juliet Huddy acusou Donald Trump de ter tentado beijar ela na boca. Em 2005, mesmo ano em que o agora presidente dos Estados Unidos se casou com a atual primeira-dama, Juliet foi estava dentro de um dos elevadores da Trump Tower, quando foi foi convidada para um almoço na casa do magnata, que na época estava a frente do programa O AprendizNo momento dos cumprimentos no elevador, Trump tentou beijá-la na boca.

Antes das eleições, Trump foi alvo de pelo menos quatro denúncias feitas por mulheres que procuraram a imprensa e que acusaram o candidato de tê-las tocado e beijado sem consentimento. Jessica Leeds, por exemplo, disse ao jornal The New York Times que foi molestada em um voo para Nova York, enquanto Rachel Crooks, afirmou ter sofrido assédio quando trabalhava como secretária do edifício Trump.

Na época, Trump negou essas acusações via Twitter:

“A história é falsa. Uma fabricação total”

Existe também o relato da repórter Natasha Stoynoff, que em um artigo escrito por ela para a revista People contou ter sido assediada durante o período em que cobria acontecimentos relacionados a Trump, há 12 anos. Ela chegou a ser empurrada contra a parede e forçada a beijar o empresário.

Outra polêmica do momento relativa a Trump e assédio, é o apoio do presidente ao republicano Roy Moore que disputa uma vaga no Senado, e que tem contra si acusações de assédio sexual. Ele foi acusado de ter abusado de menores nos anos 1970.

 

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