A Folha de São Paulo fez uma matéria muito curiosa, na qual pediu aos candidatos à Presidência que falassem sobre sua obra de arte preferida. Três deles (Ciro Gomes, Cabo Daciolo e Jair Bolsonaro) não responderam. A pergunta é “Qual obra de arte mais marcou a sua vida?”

Fernando Haddad (PT)

“Cada obra de arte marca nossa vida de uma forma diferente, e seria uma injustiça nomear apenas uma. Sou um amante do cinema e da literatura. Sou muito sensível à experiência estética que a arte proporciona”

Geraldo Alckmin (PSDB)

“O Segredo dos Seus Olhos, filme argentino estrelado pelo Ricardo Darín. Ele vive Benjamín Espósito, servidor da justiça aposentado que resolve escrever um livro sobre o assassinato de uma bela jovem. É bem sensível… Fala da alma humana. Sempre tenho vontade de revê-lo.”

Como Alckimin explico, o protagonista do filme está escrevendo mesmo um livro, sobre o brutal estupro seguido de assassinato de uma garota, que coincidentemente talvez, é descrita como bela por todas as sinopses. E gente, “fala sobre a alma humana”, que no caso de um dos personagens tem um lado b terrível, de justiçamento e tal. Mas que é filmão, é. Não tão meigo quanto soa na descrição do candidato.

Alckimin também cita seu livro favorito

Cidades Mortas, de Monteiro Lobato. Sei de cor várias passagens do texto, que retrata o declínio da cultura do café no Vale do Paraíba, em São Paulo.”

Operários, da Tarsila do Amaral, é um quadro que admiro muito. A obra pertence ao acervo do Palácio dos Bandeirantes, que reúne uma das maiores coleções do modernismo brasileiro. Particularmente, acho que esta é uma das telas mais lindas de Tarsila.

Marina Silva (Rede)

“Não dá para citar apenas uma. O Grito, de Edvard Munch, nas artes plásticas”

A Condição Humana, de Hannah Arendt, é um livro que eu carrego sempre comigo; Alma Sobrevivente, de Philip Yancey, é outro livro que me marcou. A Cor Púrpura, de Steven Spielberg, é um filme que eu destacaria”

 

Esse filme de 1985 é realmente um marco do cinema. Se passa em uma pequena cidade da Georgia, em 1909. A protagonista é interpretada por Whoopi Goldberg, que aos 14 anos foi violentada pelo pai, se torna mãe de duas crianças.

É uma mulher de trajetória sofrida, que fica estéril, é separada dos filhos de da irmã, missionária na Africa, sendo doada ao personagem de Danny Glover, que a trata com mal, vezes como escrava vezes como companheira. Haverá um despertar da força dessa mulher, alimentada por outras, no filme interpretadas por Margaret Avery e Oprah Winfrey. O filme recebeu 11 indicações ao Oscar, mas não venceu em nenhuma categoria.

Alvaro Dias (PODE)

“A biografia do estadista inglês Winston Churchill, escrita pelo seu biógrafo oficial, foi uma obra marcante. Detentor de uma personalidade complexa e de uma inteligência notável, ele comandou e administrou com coragem e competência, uma nação abalada pelo flagelo da guerra. O filme Nosso Lar, baseado na obra do Chico Xavier, me impressionou muito. Gostei também do livro e filme Lincoln

O filme Lincoln é também o Spielberg! E rendeu um Oscar de melhor ator para Daniel Day-Lewis:


Henrique Meirelles (MDB)

“A música é a forma artística que mais me comove. Cito três exemplos que me marcaram: Apesar de Você, de Chico Buarque; Pra Não Dizer que Não Falei das Flores, de Geraldo Vandré; e a Sexta Sinfonia de Beethoven, a Pastoral

Quer ouvir um som? Chama o Meirelles!

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