Lana Del Rey anunciou que iria se apresentar em Israel, no Meteor Festival. Foi ai que começou a pressão para que a cantora cancelasse sua participação em razão das ações militares de Israel contra a Palestina. Mês passado, ela chegou a defender sua ida ao festival:

“Eu realmente entendo a preocupação de vocês. O que posso lhes dizer é que acredito que a música é algo universal, que deveria nos unir. Assinamos o contrato para o show com a intenção de levar nossa música para as crianças de lá, com uma energia amorosa e uma ênfase temática nos pedidos por paz naquela região.

Se você não concorda comigo, eu te entendo. Eu vejo os dois lados da moeda”, comentou ainda. “Eu e minha banda estamos nos apresentando há quase 10 anos juntos. Estamos prestes a viajar para um país para onde muitos músicos estão indo nessa época do ano. Nós nem sempre concordamos com a política dos locais para onde vamos, nem mesmo dentro do nosso país. Às vezes, nem mesmo nos sentimos seguros onde vamos parar.

Resumindo, apesar de eu ter sentimentos profundos sobre o que é real e o que não é, sobre o que é certo e o que é errado, quero lembrá-los que tocar em Tel Aviv [capital de Israel] não é uma forma de endorsar a política do seu governo, tanto quanto tocar aqui na Califórnia não significa que apoio o atual governo dos EUA”

O Meteor Music Festival acontece agora entre os dias 6 e 8 de setembro, e eis que não apenas Lana Del Rey, mas outros artista cancelaram suas participações. 7 artistas internacionais, incluindo artistas suecos e sul-africanos, boicotaram o festival, assim como as bandas musicais Znobia e Khalas compostas por integrantes tanto de origem israelita como palestiniana.

O boicote acontece em nome do BDS,  Boicote, Desinvestimento e Sanções , um movimento global que pretende pressionar Israel a por fim ao que eles chamam de contínuas violações do direito internacional. Em seu Twitter, Lana disse:

“É importante para mim atuar tanto na Palestina quanto em Israel e tratar todos os meus fãs igualmente. Infelizmente, não foi possível alinhar as duas visitas”

Numa versão brasileira da mesma situação tivemos em junho o cancelamento do show que Gilberto Gil faria em Israel, por considerar que o país passava por um “momento sensível”. A cantora Lorde também já cancelou um show programado na capital do país, Tel-Aviv. Já no início de 2017, a banda Radiohead foi duramente criticada por ser contra a linha de protestos da classe artística em relação à Israel, eles se apresentaram por lá em julho.

Vencedora de um prêmio, que seria entregue em sua terra natal, a atriz Natalie Portman também desistiu de receber a honraria que seria entregue em junho desse ano.

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