Teve aquela história da garota branca, que havia perdido seus cabelos por causa de um tratamento contra o câncer e foi repreendida por ativistas negros por ter se usado um turbante afro. A marca carioca Farm também recebeu críticas  por optar por modelos brancas para utilizar turbantes e representar Iemanjá.

Sobre essa polêmica, acho válido o que disse Juliana Luna, repórter especial de Estilo e Beleza na revista Azmina, para matéria da Carta Capital.

“A repercussão aconteceu porque as pessoas se cansaram de ver certos elementos e símbolos culturais sendo utilizados dessa maneira, sem cuidado, sem nenhum interesse. É como se você pegasse uma coisa, utilizasse aquilo e jogasse no chão quando ficasse cansada. Não é assim, que a nossa cultura e a nossa sabedoria, as coisas consideradas dentro da cultura negra como sagradas, belas e importantes devem ser utilizadas”

Agora, a cantora Anitta é quem foi acusada de apropriação cultural por usar o cabelo trançado.

Para a coluna da Mônica Bergamo, Anitta disse não ter dado bola às críticas de apropriação cultural :

“Ninguém é totalmente branco no Brasil. Somos um país miscigenado. E acho que cada um deve se vestir da forma que se sente bem”.

Alguns, que gostam de alimentar a teórica rivalidade de Anitta com Ludmilla disseram que a primeira teria imitado, e ficado bem parecida, com a segunda. Depois das críticas Anitta apareceu de cabelos lisos e declarou ao site da Veja:

“Eu não sabia que era proibido fazer trança. Cada dia é um cabelo. Eu adoro mudar e acho isso muito legal. Amanhã, se tudo der certo eu mudo a cor.”

Já a própria Ludmilla, defendeu Anitta da história de apropriação cultural, dizendo que a história foi é de “racismo ao contrário”.

“Se a pessoa quer fazer a trança, tem dinheiro para comprar o material e uma mulher com tempo para fazer, que faça! Cada um usa o que quiser”

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