A cantora Adele é daquelas que a gente queri ter como amiga, por perto. Não preciso falar do quanto canta, de como canta <3 Preciso falar sobre a entrevista que a artista deu para a edição de dezembro da revista Vanity Fair.

Prestes a finalizar a turnê de 10 meses do seu disco 25, Adele revelou que seria feliz se nunca mais tivesse que fazer turnês.

“Eu ainda gostaria de fazer discos, mas eu ficaria bem se nunca mais ouvisse (os aplausos) de novo. Eu estou em turnê simplesmente para ver todos que têm me dado tanto apoio. Eu não ligo para dinheiro”

Aos 28 anos, ela é mãe de Angelo, de quatro anos. Como muitas mulheres, Adele passou por uma depressão pós parto:

“Eu tive uma depressão pós-parto muito difícil e isso me assustou. Não tomei antidepressivos, mas também não falei sobre isso com ninguém. Um dia eu disse a uma amiga ‘eu odeio isso pra caramba’ e ela simplesmente começou a chorar e disse ‘Eu também odeio isso’. E foi isso. Meu conhecimento sobre depressão pós-parto ou pós-natal, como a chamamos na Inglaterra, é que você não quer estar com seu filho; você tem medo de machucar seu filho; você tem medo de não estar fazendo um bom trabalho. Mas eu estava obcecada com o meu filho. Eu me sentia muito insuficiente, inadequada. Eu sentia como se tivesse feito a pior decisão da minha vida… Ela pode vir de muitas formas diferentes“

Adele não quer ter mais filhos. Sim, não é fácil conciliar carreira e vida pessoal:

“Eu acho que não ter um filho seria a coisa mais corajosa; eu e todos meus amigos nos sentimos pressionados a ter crianças, porque é o que adultos fazem. Eu amo meu filho mais do que qualquer outra coisa, mas em uma balanço diário, se eu tivesse um ou dois minutos livres, eu gostaria de fazer o que eu quisesse, quando eu quisesse. Todos os dias me sinto assim.”

Você coloca uma musiquinha da Adele para chorar? Pois é,  parece que esse lado obscuro e depressivo existe de fato dentro da artista…

“Eu tenho um lado muito escuro. Eu sou muita propensa à depressão. Eu posso entrar e sair dela muito facilmente. Isso começou quando o meu avô morreu, quando eu tinha cerca de 10 anos. Ao mesmo tempo que eu nunca tive pensamentos suicidas, eu já estive em terapia, muito.”

Sobre vaidade, mais especificamente sobre depilação, contou que fez só para que o público próximo ao palco não repare e não por imposição do namorado Simon Konecki:

“Ele não tem escolha. Nenhum homem vai me mandar depilar as pernas.”

 

Brasileiras também sofrem com desânimo, irritabilidade, baixa autoestima, fadiga, diminuição do desejo sexual e desinteresse pelo bebê. A tal da depressão pós-parto afeta uma em cada quatro mulheres no Brasil, de acordo com pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz publicada este ano na revista científica Journal of Affective Disorders. A pesquisa entrevistou mais de 20 mil mulheres em 200 cidades brasileiras, incluindo as capitais estaduais e 26% das entrevistadas apresentavam sintomas de depressão no período de 6 a 18 meses após o nascimento do bebê.

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