Neste domingo, a Folha de São Paulo publicou uma entrevista com a apresentadora Fernanda Gentil, feita por Bruno B. Soraggi e publicada na coluna Mônica Bergamo. Entre falas sobre o enfrentamento de criticas ao seu trabalho a frente do programa Se Joga, questões de criação dos filhos e sobre política, Gentil mexeu com a internet quando tratou de homofobia e racismo:

“Respeito quem acha um crime ter o beijo gay. Agora, não vai bater em quem beija, entendeu? [Respeito] quem infelizmente é racista. Agora, vai discriminar, bater, matar porque é de outra cor? Aí não.”

“Acho uma perda de tempo você julgar alguém pela cor da pele. Isso te consome. Você poderia voltar esse ódio, essa energia, para uma coisa tão boa. Vai ajudar alguém. Vai criar uma criança, ensinar alguma coisa a alguém, sei lá.”

Alguns ponderaram:

A chamada da entrevista dizia:

‘Não vou vestir meu filho de rosa só pra mostrar que sou modernosa’

o assunto também foi comentado nas redes sociais:

Fernanda falou sobre política:

“Se isso é o discurso de alguém, não sei se eu votei nele ou não. Mas é o meu discurso. Antes de conhecer Bolsonaro ou de ele falar qualquer coisa, eu estou pelo partido Brasil”

“Tá pra nascer alguém que vai me impedir de botar uma camisa porque isso quer dizer A ou B.”

E muitos especularam também.

 

A apresentadora se defendeu em um textão postado em suas redes sociais.

 

“Aí ainda agora li que eu “falei” sobre respeito à homofobia e ao racismo. No mínimo, me confundiu muito. E me deixou assustada. Mas vi que assustou muita gente também, então me aliviou; sinal de que concordamos sobre coisas importantes, e discordamos de outras fundamentais. Pensamos”

Fernanda disse que a edição da entrevista tirou de contexto suas colocações:

“O que aconteceu foi que eu falei por duas horas na entrevista, um papo bem sincero e legal, mas ele só cabe em uma página. Então frases, vírgulas e pontos são cortados, é normal. Uma ponta cola na outra e cria-se um novo contexto. E nesse novo contexto eu virei dona de uma ideologia absurda”

Ela também falou sobre a questão da sua interpretação sobre ativismo. Na entrevista para a Folha, Fernanda disse não gostar de “enfiar goela abaixo” dos outros assuntos e bandeiras:

“Não quero forçar ninguém a nada. Quero falar com as pessoas. Quero incluir. Seja porque é mãe, seja porque é casada com mulher, seja porque tem filho pequeno. Ou porque trabalha, tem filho pequeno e é casada com mulher. Sabe? Eu sou essa. Você se identifica em algum momento? Então ‘va’mbora’. Vem junto.”

No textão, tocou no assunto:

“O que eu respeito são as diferentes nuances de um assunto, até porque eu também tenho as minhas, e são diferentes de um monte de gente, e exijo respeito. Respeito o debate, por exemplo, sobre a bandeira – talvez eu levante menos bandeira do que uns gostariam, e muito mais do que imaginariam. Respeito. Mas o importante, para mim, é não abaixar a bandeira – isso seria, por exemplo, viver escondida, o que nunca passou pela minha cabeça. Porque só se esconde o que é errado”.

Fernanda Gentil prometeu uma conversa ao vivo, marcada para esta noite, na qual pretende esclarecer a questão do “respeito”

“Sobre (não!!!!) respeitar. E ainda sobre isso, queria falar com vocês olho no olho. Vamos? Bora encontrar 23:15h aqui ao vivo? Espero vocês”

 

 

Tatá <3 Clara Maria Maria Manoela, a guria de Fernanda Lima e Rodrigo Hilbert

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