O vereador Carlos Bolsonaro, filho mais novo de Jair Bolsonaro, compartilhou no stories do Instagram uma imagem que estampa um homem com um saco na cabeça, ensanguentado, simulando tortura e os dizeres #EleNão escritos no peito. Na publicação, estava marcado o perfil @direitapvh, e escrito “Sobre pais que choram no banheiro”, uma expressão usada para pais desapontados com os filhos, mais especificamente usada em memes homofóbicos, descrevendo pais que teriam vergonha por terem filhos homossexuais.

A postagem foi interpretada na internet por muitos como uma tentativa de ridicularizar o protesto contra seu pai, marcado para este sábado, sob a tag #EleNão e apologia à tortura.

A versão do vereador é de que ele publicou a imagem apenas para criticar a manifestação do artista plástico Ronaldo Creative. Sobre a expressão “sobre pai que chora no chuveiro”, ele diz que fez referência à “vergonha que um pai deve sentir ao ver um filho postar uma m**** de imagem dessas e achar que é arte ou o que é pior, relacionar com a imagem do candidato”. O artista declara, em seu perfil fechado no Instagram, que produz arte como forma de protesto.

O MBL também entrou para explicar o que teria acontecido:

Agora, o vereador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL), anunciou que vai apresentar uma denúncia contra o vereador por quebra de decoro em razão da reprodução da imagem que simula a tortura. Para Miranda, que é ativista LGBTQ+, a postagem representa apologia à tortura e à homofobia. O deputado federal Jean Wyllys (PSOL) também acionou o Ministério Público do Rio de Janeiro contra Carlos Bolsonaro, alegando que a publicação lesa aos direitos humanos.

 

 

 

 

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