Eita que hoje vamos falar de Leon Trotski. O escritor e teórico marxista que comandou a Revolução de Outubro de 1917 ao lado de Lenin, organizou o exército vermelho e acabou exilado e assassinado a golpes de machadinha, em 1940, a mando de Stálin. Começaremos por uma série, que inclusive já foi objeto de dica no Morning Show, por Caio Coppolla:

A série não documental disponível na Netflix parte de uma entrevista fictícia concedida por Trotski ao jornalista Frank Jackson, que na verdade é ninguém menos que o agente stalinista espanhol Ramon Mercader, seu futuro assassino. A entrevista acontece em Coyoacán, México, onde o revolucionário viveu seus últimos anos, entre 1937 e 1940.

Lembrem-se que a série mistura realidade e ficção e propõem situações que de fato não aconteceram, como por exemplo o encontro fictício de  Trotski com Sigmund Freud, o pai da psicanálise. Ali basicamente percebe-se o tom que é dado à personalização do personagem protagonista. Freud diz ter visto um olhar semelhante ao do revolucionário em dois tipos de gente: assassinos e fanáticos religiosos.

A entrevista de Jackson/Mercader intenciona confrontar Trotski, que é colocado como um homem motivado unicamente pela sede de poder, manipulador e mesquinho, capaz de usar o filho como escudo, mentir para eliminar inimigos e em manipular aliados em nome da revolução comunista. No seriado a própria revolução é coisa orquestrada por homens de negócio no exílio, por motivações econômicas, uma soma de comunistas amargurados e boêmios, que em nada teve a ver com o povo.

O seriado Trotski, produzido pela TV pública russa, é baseado em fatos reais, contém licenças poéticas e é uma superprodução que foi fenômeno de audiência na Rússia de Putin. São oito episódios, disponíveis na Netflix.

FILME:

Falamos aqui sobre o assassinato de Leon Trotsky, no México, em 1940. Mas existe um detalhe sobre esse período de exílio que o líder da Revolução Russa viveu no México. Trotsky, sua mulher e netos foram acolhidos pelo casal Diego Rivera, famoso pintor e militante comunista, e sua mulher, Frida Kahlo. Trotsky e Frida viveram um romance que durou quase um ano. No filme Frida (2002), a mexicana é interpretada por Frida Kahlo e seu amante, vivido por Geoffrey Rush.

LIVROS:

Claro que existe também a autobiografia de Trotski, Minha Vida, escrita quando ele foi expulso da Rússia por Stalin.

A história de Trotski foi contada em 3 volumes em um famosa biografia. Estamos falando da trilogia de Isaac Deutscher, Trotsky, o Profeta Armado, o Profeta Desarmado e o Profeta Banido. O autor é polonês, jornalista e ativista político e conhecido como biógrafo de Leon Trotski e Joseph Stalin.

Caso queira uma abordagem conservadora, opte pela obra do professor de história russa da Universidade de Oxford, Robert Service, que biografou não apenas Trotski, mas também Lenin e Stalin. A proposta do autor é desconstruir os mitos e equívocos em torno da figura do líder bolchevique, retratado como um político sanguinário, questionando clichês românticos que pairam sobre ele, como o do revolucionário intelectual martirizado por Stalin e o da alma pura e humanitária perseguida injustamente. Service pesquisou arquivos inexplorados de Moscou e da Instituição Hoover, usando ainda diários e cartas.

Sergio Moro X Gregorio Duvivier MET Gala e os looks mais doidos de ultimamente

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.