Talvez vocês se lembrem desse caso real, que aconteceu em 1993. Lorena e John Wayne Bobbitt viraram nomes conhecidos quando ela, a esposa, castrou o próprio marido. A batalha judicial revelou uma vida de abusos cometidos pelo marido. As agressões físicas e psicológicas culminaram em um estupro, que não teria sido o primeiro. Fora de si, Lorena decepou o pênis dele com uma faca.

A mulher foi inocentada por um juri popular. O homem teve seu órgão recolocado através de cirurgia. Agora, a versão de Lorena será conhecida através de uma série documental que chega na plataforma da Amazon, o Prime Videos, no próximo dia 15 de fevereiro. O trailer faz um pequeno resumo da repercussão que o caso causou. Serão 4 episódios, com produção de Jordan Peele, diretor de Corra! e do aguardado Us.

Séries documentais sobre crimes famosos fazem sucesso nas plataformas de streaming. Lembrem-se de Making a Murder, série documental de Moira Demos e Laura Ricciardi. Disponível na Netflix desde 2015, o documentário é considerado um fenômeno do serviço de streaming, e chegou a mobilizar 350 mil americanos a enviarem uma petição à Casa Branca pedindo que o governo perdoasse Steven Avery, que é o centro da trama. A série é certamente tendenciosa e nos faz acreditar que Steven Avery é realmente inocente, e depois de ter sido preso por 18 anos por um crime que não teria cometido, sendo solto depois de consideradas provas através da analise de DNA, foi pego numa armação para que fosse condenado novamente.

E no final você fica meio em choque e imaginando que o cara ( e seu sobrinho … assista para entender) estará preso até, pelo menos, 2048. Na web o debate é infinito. Ken Kratz é o “vilão” do documentário, o promotor do caso foi a público e tem sido entrevistado sobre o caso e afirmando que o público foi convencido da inocência de Avery porque o documentário omitiu provas e evidências importantes que levaram o júri a condená-lo. Jodi Stachowski, que no documentário é apresentada como ex-noiva de Avery e que o defende o tempo todo, disse em entrevista à uma emissora americana que o apoio dado a Avery no documentário não passou de uma atuação.

Tem que assistir, e independente do que vá acontecer com Avery, fato é que o chefe de conteúdo do Netflix, Ted Sarandos deu margem para que aconteça uma segunda temporada, que já foi confirmada. Em sua primeira temporada, Making a Murderer venceu 4 Emmys.

Existem outras opções de séries documentais também sobre crimes, e no catálogo da Netflix como The Keepers, Amanda Knox e a sátira American Vandal. Confira detalhes nessa edição do podcast Direto do Sofá:

Erros e acertos do Globo de Ouro, com Fefito no Direto do Sofá Rosângela Moro pede apoio ao governo, mas post some do feed do Instagram

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