Teve textão do diretor José Padilha? Teve: AQUI

“Confesso que esperava mais dos formadores de opinião da esquerda. Pensei que em algum momento da história fossem acordar do estupor ideológico e ajudar pessoas de bem na luta contra o mecanismo que opera no mundo real, em vez de se associar a ele para lutar contra o mecanismo exposto na Netflix. “

Também no jornal A Folha de São Paulo houve espaço para quem discorda. No caso. Antonia Pellegrinoroteirista, ativista e fundadora do blog #AgoraÉQueSãoElas:

“Nas últimas semanas, o Brasil cruzou decisivamente a fronteira da democracia e adentrou a várzea da barbárie. É grave que, neste momento, quando todos estão convocados para a defesa da democracia, o iceberg conceitual por baixo do que aparece na série de José Padilha resulte em um panfleto fascista.”

Eu gosto bastante do que disse o Maurício Stycer:

“Padilha não é “boboca” e sabe que a audiência global oferecida pela Netflix a “O Mecanismo” ajuda a fixar uma versão sobre os acontecimentos retratados.

A advertência de que se trata de “uma obra de ficção inspirada livremente em eventos reais” tem dupla função. É, claro, uma defesa prévia do direito de livre expressão artística. Mas é, também, uma poderosa ferramenta de marketing. No competitivo mercado audiovisual, as histórias “baseadas em fatos reais” ocupam um lugar cada vez mais especial em todo o mundo.”

Hoje, para a coluna de Sônia Racy, Padilha comentou mais uma vez a questão:

O “linchamento virtual” o deixou incomodado?
Não. Mas certo tipo de linchamento, por exemplo a insinuação de que eu estaria por fazer uma série para encobrir a execução de Marielle, isso depois de toda a minha luta junto com o Freixo contra as milícias, revela algo inequívoco sobre os linchadores. A irracionalidade e o comportamento de manada. Ambos muito comuns em ambientes politicamente extremados e tendentes à violência. Temo pelo que pode acontecer se o STF revogar a prisão em segunda instância e soltar todos os criminosos que achacaram o País!

Na coluna de Mônica Bergamo, também na Folha, a opinião de Tomislav Blazic, produtor de Polícia Federal: A Lei é Para Todos, filme também inspirado na Lava Jato.

Ele diz que O Mecanismo extrapolou na criatividade, apontou a questão da frase “Estancar a sangria” estar na boca da representação fictícia de Lula.

“Colocar na série o caso do Banestado [de corrupção nos anos 1990]  é também querer prejudicar só o PT. Não é baseado em uma história real”

O produtor segue no comando da segunda parte do filme, e em meio a entrevistas com juízes, procuradores e policiais informou à coluna que todos os partidos serão impactados epla parte dois.

“O PT é corrupto como os demais partidos. No próximo filme será um salve-se quem puder

José Padilha ainda não pode comentar a sequência da série. O diretor se prepara para lançar um novo filme para o mercado internacional, no próximo dia 19, chega aos cinemas Sete Dias em Entebbe, sobre a operação de resgate israelense no Aeroporto Internacional de Entebbe, em Uganda, em julho de 1976. Outro vespeiro? Agora o conflito Israel X Palestina. A chamada Operação Entebbe foi uma missão de resgate contraterrorista conduzida pelas Forças de Defesa de Israel no Aeroporto Internacional de Entebbe, em Uganda. Aconteceu depois que um avião com 248 passageiros foi sequestrado por membros da Frente Popular para a Libertação da Palestina e das Células Revolucionárias da Alemanha. Em Entebbe, o governo local liderado pelo ditador Idi Amin ( quem se lembra de O Último Rei da Escócia? ) apoiou os sequestradores. A crítica internacional não adorou o filme não, que segue com qualificação baixa em os críticos no site Rotten Tomatoes (23%)

Um barzinho e um violão, com Taylor Swift Talvez você já tenha cometido esse crime

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