A data de hoje marca os 50 anos do assassinato de Martin Luther King. Em 4 de abril de 1968, este homem que lutou pacificamente para que o governo americano declarasse ilegal a política de discriminação racial no sul dos Estados Unidos, foi morto com um tiro quando estava na sacada do quarto de um hotel em Memphis, no Tennessee.

Quatro anos antes, Mr King se tornou o homem mais jovem até então a receber o Nobel da Paz. Pregava a não-violência. James Earl Ray foi seu assassino, um racista branco. Ainda hoje se discute se ele agiu por conta própria ou como ponta de lança de uma conspiração.

O discurso mais inesquecível de King aconteceu em 1963, quando 250 mil manifestantes marcharam para Washington, pressionando o governo que no ano seguinte aprovaria uma lei proibindo todo o tipo de discriminação racial.

“Eu tenho um sonho de que um dia, esta nação se erguerá e viverá o verdadeiro significado de seus princípios: “Achamos que estas verdades são evidentes por elas mesmas, que todos os homens são criados iguais”.

O discurso virou até mesmo musica pop eletrônica, em 2014:

King foi contra a Guerra do Vietnã e até a data da sua morte lutou pela igualdade, mesmo estando pessimista em seus últimos meses de vida, quando chegou a dizer que o sonho que teve em Washington, em 1963, se transformou em um pesadelo.

Em 2014, o filme Selma contou a história do pastor da Igreja Batista e ativista afro-americano Martin Luther King, retratando as manifestações pacifistas de 1965, pelo direito de voto aos afro-americanos. A interpretação da faixa Glory, por John Legend e Commom, na noite de premiação do Oscar foi uma das mais emocionantes da história da Academia. Naquele ano, uma injustiça havia sido apontada: a diretora Ava DuVernay, mulher e negra, foi esnobada e não concorreu à estatueta da categoria. Glory levou a estatueta de melhor canção original.

Também em 2014 foi lançado o livro A Autobiografia de Martin Luther King no qual o historiador Clayborne Carson organiza, em ordem cronológica, textos autobiográficos de King, incluindo cartas e diários nunca antes publicados. A publicação contém todos os momentos importantes da trajetória, como o encontro com Rosa Parks, quem em 1955 se recusou a ceder o seu lugar no ônibus para um branco, o que mais tarde provocaria o boicote aos ônibus segregados de Montgomery. A relação de King com a filosofia de Thoreau e Gandhi, e suas ocupações pacíficas, os sit-ins em espaços não permitidos pelas leis segregacionistas. Ainda neste livro, o contato com Malcom X, os atentados, a paz e a não violência, a marcante Marcha pela Liberdade em Washington, passando ainda pelo Poder Negro, Prêmio Nobel, Vietnã e a Campanha pelos Pobres.

Um outro livro pode um dia virar série. A trilogia  Parting The Waters: America In the King Years, obra de Taylor Branch que ganhou o prêmio Pulitzer, teve seus direitos de adaptação adquiridos por Oprah Winfrey. Houve especulação que poderia dar em uma minissérie de seis episódios focados na trajetória de King entre 1954, quando ele fez seu primeiro discurso, até 1968, quando foi assassinado.

 

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