Pois é! Mais de 96% dos membros do Writers Guild of America (sindicato dos roteiristas de cinema, rádio e televisão nos Estados Unidos) disseram sim, e deverão fazer greve em protesto contra as produtoras americanas de séries e filmes, representada pela Alliance of Motion Picture and Television Producers.

Agora, se não houver acordo, a paralisação dos trabalhos deve acontecer em 2 de maio, quando o atual contrato de três anos com a associação chega ao fim. Claro que o protesto é uma forma de pressionar os estúdios a cederem às reivindicações da categoria, que pede pelo aumento nas remunerações mínimas e sobre os direitos dos roteiros. Querem também compensar as recentes mudanças na produção de séries de TV, com melhores pagamentos por trabalhos em séries curtas, de 10 a 13 episódios, o que tem tomado o lugar de temporadas longas de 22/24 episódios.

Buscam, por exemplo,  igualar pagamentos para aqueles que trabalham em programas da TV a cabo e serviço de assinatura como a Netflix e Amazon Prime, que recebem menos do que profissionais que trabalham para redes de TV aberta. O sindicato também exige aumento nas contribuições para plano de saúde por parte das empresas.

A indústria tem triste lembrança de uma greve do mesmo tipo, realizada em 2007, quando a paralisação de cem dias atrasou o cronogramas de filmes e séries, acarretando prejuízo superior aos US$2 bilhões. Na época, 60 programas de televisão foram suspensos e dezenas de filmes tiveram suas produções paralisadas. Séries como The Big Bang Theory, Rules of Engagement, Two and a Half Men e Desperate Housewives suspenderam gravações.

As reivindicações tratavam especialmente da remuneração pelas vendas de DVDs das séries, assim como pagamentos pelos programas oferecidos na Internet, telefones celulares e outros novos meios tecnológicos.

Agora, resta observar se as negociações avançam nessa reta final. Serão retomadas hoje e tem até o dia primeiro para equilibrarem os valores. O Sindicato dos Roteiristas busca um acordo de US$535 milhões, enquanto a oferta dos estúdios é de US$180 milhões, três vezes menos que o esperado.

 

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