Ainda sobre nossa participação no programa Radioatividade, falamos sobre séries que não causaram aquele barulho, mas que valem MUITO a pena.


3%:

A primeira série brasileira da Netflix veio com direção geral de César Charlone ( diretor de fotografia de Cidade de Deus). A história se passa num futuro distópico ao mesmo estilo Jogos Vorazes, quando jovens que atingem os 20 anos tem a possibilidade de mudar para o lado bom do mundo, chamado de Maralto, abandonando as mazelas do Continente. Minha impressão, antes de começar a assistir à série, era de que estaríamos ligados e intrigados na trama desses jovens que passariam por uma série de testes para se classificarem entre os 3% .

Isso é o que esperava. Rivalidade entre esses jovens, alguns éticos, outros nem tanto… Mas 3% tem algo a mais a nos oferecer. Não é aquele profusão de edições e infinidade de acontecimentos que alimentam as séries americanas. Não são os efeitos visuais e projeções futuristas, que foram bem resolvidos, mas podem ser resumidos como minimais. 3% tem Bianca Comparato, uma jovem e ótima atriz, mas tem principalmente João Miguel. E o grande lance de acompanhar o Processo, é perceber a humanidade em cada um desses personagens. O final da série é especialmente bom para uma segunda temporada já confirmada.

Dirk Gently’s Holistic Detective Agency:

A série está disponível na Netflix. Criação de Douglas Adams (O Guia do Mochileiro das Galáxias), trata basicamente da formação desta agência de investigação holística, liderada pelo excêntrico detetive Dirk (Samuel Barnett). A história é contata a partir do personagem de Elijah Wood, que virá a se tornar assistente de Dirk.

São oito episódios, com segunda temporada que deve ir ao ar em 2017.

The Get Down:

 

Mais uma da Netflix! A série é de Baz Luhrmann diretor australiano responsável por Romeu e Julieta, Moulin Rouge e O Grande Gatsby . A história é livremente baseada em fatos reais, que narram a origem do movimento hip hop, na Nova York do fim dos anos 1970. E você pode se perguntar: Mas o que um australiano pode saber do que aconteceu na cena da música black americana? É uma boa pergunta.

E talvez exatamente por isso, Luhrmann tenha se cercado de gente que sabe, que viveu, como o DJ Grandmaster Flash, um dos pioneiros retratados na série e consultor do projeto. Também está no time o escritor Nelson George, especialista em música negra, e o rapper Nas, que assina as canções originais dos 12 episódios.

O projeto é coisa antiga, foi anunciado em 2013 e já passou pelas mães de Shawn Ryan (The Shield), Thomas Kelly (Blue Bloods) até cair nas mãos de Luhrmann. Foi ele quem dirigiu os três primeiros episódios, e acompanhou de perto coreografia e direção de arte ( ponto altíssimo de todos os seus filmes).

Eram previstos US$ 7,5 milhões por episódio,sendo que o custo total da série chegou a US$ 120 milhões, colocando The Get Down no topo entre as séries mais caras produzida pela Netflix ( em parceria com a Sony).

O que esperar? duas temporadas de seis episódios. Uma liberada agora, e a próxima no primeiro semestre de 2017. No centro da trama, um grupo de poetas, dançarinos e artistas do gueto que vão contra a onda disco e formam um grupo de hip-hop.

Que saber do elenco? Shameik Moore (Shaolin Fantastic), Justice Smith (Ezekiel “Books” Figuero), Herizen Guardiola (Mylene Cruz), Yahya Abdul-Mateen II (Cadillac), OLHA SÓ, tem Jaden Smith (Dizzee Kipling), Skylan Brooks (Ra-Ra Kipling), Tremaine Brown Jr. (Boo Boo Kiping), Mamoudou Athie (Grandmaster Flash), Jimmy Smits (Francisco “Papa Fuerte” Cruz) e Giancarlo Esposito (Ramon Cruz).

Quer saber o que eu achei da série?

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