Stephen William Hawking, talvez o mais pop dos físicos, morreu aos 76 anos nesta quarta-feira, em sua casa na Inglaterra. Nascido em 8 de janeiro de 1942, 300 anos após a morte de Galileu, morreu no mesmo dia do nascimento de Albert Einstein (14 de março de 1879).

Suas teorias sobre a natureza da gravidade e a origem do universo chacoalharam o mundo da ciência, e sua luta contra a esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa diagnosticada aos 21 anos, inspirou mesmo aqueles que pouco sabem sobre buracos negros. Quando descobriu a doença, Hawking refletiu:

“Na raiz da minha doença cheguei à seguinte conclusão: quando temos de enfrentar a possibilidade de uma morte prematura, nos damos conta de quanto viver vale a pena.”

No final da década de 1960, lançou sua teoria da singularidade do espaço-tempo, e mais tarde explicou sua descoberta ao público em geral no seu livro primeiro livro lançado: Uma breve história do tempo, de 1988. Traduzido para trinta idiomas, hoje soma mais de 5 milhões e 500 mil  exemplares vendidos. Seu conteúdo é explorado no documentário A Brief History of Time, lançado em 1991 e dirigido por Errol Morris.

Hawking também foi autor de 14 livros, entre eles O universo em uma casca de noz. Em 2014, sua história de vida foi contada no filme A teoria de tudo.Eddie Redmayne o interpretou e venceu o Oscar de Melhor Ator. O filme foi baseado no livro de memórias da ex-mulher do astrofísico, Jane Hawking, Travelling to Infinity: My Life with Stephen.

Seus filhos Lucy, Robert e Tim:

“Ele foi um grande cientista e um homem extraordinário cujo trabalho e legado viverão por muitos anos. Sua coragem e persistência com seu brilho e humor inspiraram pessoas em todo o mundo. Ele disse uma vez: ‘Não seria muito um universo se não fosse o lar das pessoas que você ama’. Nós vamos sentir falta dele para sempre”.

A NASA fez referência a uma declaração de Hawking, que depois de participar de um vôo para experimentar a gravidade zero, em 2007, disse que pra ele foi a verdadeira liberdade e que foi Superman por alguns minutos. Ele estava conversando com os astronautas da Space Station, em 2014.

“Suas teorias desbloquearam um universo de possibilidades que nós e o mundo estamos explorando. Pode continuar voando como Superman em microgravidade, como você disse aos astronautas no @Space Station em 2014”.

Hawking foi inspiração para uma das séries geeks mais famosas da Tv, The Big Bang Theory, e chegou a participar num episódio, no qual Sheldon Cooper chegou a desmaiar por ter cometido um erro de aritmética detectado pelo gênio.

Em The Simpsons, também chegou a salvar Lisa com sua cadeira que se transformava em helicóptero e bater um papo tomando uma cerveja com Hommer. Um encontro inusitado!

Sim, ele gostava dos Simpsons e sabia rir de si mesmo. Hawking também esteve na animação Futurama:

Participou ainda, em 1993, de Star Trek: The Next Generation,   jogando poker com o personagem Data e ainda Einstein e Newton.

Mais uma prova de que sabia rir de si? Participou, por exemplo, deste quadro cômico, no qual  diversas celebridades ofereciam suas vozes para substituir a usada pelo cientista. Se ofereceram Lin-Manuel Miranda, Liam Neeson, Anna Kendrick, Rebel Wilson e Eddie Redmayne:

O sistema usado por Hawkings seguiu sendo desenvolvido pela Intel durante toda a vida do físico. Logo que recebeu sua voz robótica, reclamou apenas de então, ganhar um sotaque americano.

Em janeiro de 2014, Stephen Hawking escreveu um artigo dizendo que os buracos negros não existem da forma que imaginamos. Muitos se surpreenderam, pois sinalizou uma mudança de posição radical ao que defendeu em suas teorias. No mesmo ano, defendeu o suicídio assistido, algo que até então ele não concordava e lançou também uma autobiografia em que resume a própria vida. O livro de 144 páginas apresenta fotos pessoais, raramente publicadas, e é o  primeiro relato escrito inteiramente pelo autor, sem a ajuda de terceiros.

 

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