Claro que vocês devem ter visto as imagens em que um segurança sufoca até a morte um rapaz de 19 anos dentro de um supermercado no Rio de Janeiro:

No vídeo você ouve uma mulher tentando justificar o garoto, que estava com ela no mercado. O laudo do IML confirmou a causa da morte do jovem: estrangulamento. O segurança foi preso em flagrante, e deixou a Delegacia de Homicídios após pagar fiança de R$ 10 mil. Davi Ricardo Moreira foi indiciado por homicídio culposo, quando não há intenção de matar.

Em depoimento, o segurança afirmou “que ambos caíram no chão e que ele caiu por cima da vítima. que seu coldre arrebentou e que a vítima chegou a pegar a arma”.

Essa versão, de que o rapaz, Pedro Henrique Gonzaga tenha tentado buscar a arma, não foi confirmada pela polícia e não aparece em nenhuma imagem. A amiga da mãe de Pedro, que estava no local, depôs que “a mãe pedia a todo momento para que o vigilante parasse, mas que o segurança Davi dizia que a mãe “era doida como o filho” e “que ouviu outro segurança falar pra ele parar porque pedro já estava imobilizado e que a vítima ficou bem roxa”.

Na sexta, a TV Globo mostrou as imagens de câmeras de segurança do supermercado que permitem visualizar o início da confusão que terminou com a morte do rapaz. No vídeo, Pedro corre em direção ao vigilante, que está com outro funcionário do supermercado na entrada do local. Eles parecem conversar, uma mulher se aproxima, e em seguida, Pedro Henrique cai no chão. O funcionário e o segurança levantam o rapaz, ele cai novamente.

https://twitter.com/eurenesilva/status/1096481516576784386

A mãe assistiu a tudo. Viu o filho ser morto quando fazia compras para encaminhá-lo para uma clínica de reabilitação. O corpo de Pedro Henrique Gonzaga, de 25 anos, foi enterrado neste sábado (16) no Cemitério Jardim da Saudade, na Zona Oeste do Rio. Ele tinha um filho de apenas oito meses.

Este domingo, o Fantástico revelou que o segurança Davi Amâncio já havia sido condenado por agredir uma ex-companheira e que, por isso, não poderia trabalhar como vigilante. ele trabalhava na empresa Groupe Protection há um ano e dois meses, mesmo tendo sido condenado por lesão corporal, em 2017. Ele agrediu uma ex-companheira com socos no rosto, na frente dos filhos, quando travaram uma discussão motivada por ciúmes.

O advogado da Groupe Protection informou que a checagem da ficha criminal do vigilante cabe à Polícia Federal, não à empresa. Já o supermercado Extra emitiu nota em que diz:

“os vigilantes foram definitivamente afastados das operações da rede”

“Se for comprovada a responsabilidade do segurança pela morte do jovem, o contrato com a prestadora de serviço será cancelado”

O supermercado também se solidarizou com os familiares de Pedro nesse momento de dor e tristeza

Este final de semana aconteceram protestos em unidades do Extra no Rio de Janeiro, São Paulo, Recife e Aracaju.

Os manifestantes exibiram frases como “Vidas negras importam”, “parem de nos matar”, “Jovem Negro Vive!” e “Pedro Gonzaga, presente!”.

Maju, e um sábado de representatividade na Globo Roberto Carlos de rosa e a favor das armas.

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