Eis que ressuscitaram um texto, de autoria de Joel Pinheiro e publicado no site do Instituto Mises, em 2015. Ali, o economista e filósofo Joel Pinheiro defendeu:

“Com o comércio legal de órgãos, teríamos mais doadores. Há uma demanda consistentemente maior do que a oferta, que é mantida artificialmente baixa graças à política do preço zero. Permita que os preços subam, que doadores sejam recompensados pelo valor que ofertam, e mais vidas serão salvas.”

Justificando :

“A lógica da fila, favorita de uma ética irracional e pouco preocupada com a realidade, dará lugar à lógica do valor, sem por isso proibir a fila; o saldo final é mais órgãos doados, e portanto mais vidas salvas”.

O pensamento sobre isso inclui passagens polêmicas:

“É ruim viver com um rim a menos. Pior ainda é morrer pela falta do transplante. Se um lado quer o rim e tem o dinheiro, e o outro quer o dinheiro e está disposto a ficar sem o rim, deixe que se ajudem.”

Joel fez uma thread sobre a volta do assunto, em que diz que  sua opinião “mudou de várias maneiras”. A discussão foi parar nos assuntos mais comentados do Brasil por todo dia de ontem.

 

 

Veja a repercussão na internet:

A dupla de liberais Joel Pinheiro e Pedro Menezes.

Muitos lembraram o trabalho de Alvin Roth, que revolucionou a doação de rins no mundo ao utilizar a teoria econômica para aumentar a disponibilidade de órgãos. O prêmio Nobel de Economia que criou um banco de dados que reúne as informações de todos os pares, doadores e os que precisam de um novo rim,  que não possuíam compatibilidade entre si, criando novas combinações e garantindo que todos encontrassem um doador. O esquema obedece os critérios da doação que não envolve pagamento.

Na visão do economista, em um futuro, pessoas que desejem doar um rim por dinheiro poderiam ser vistas como “heroínas” pelo Estado, que se responsabilizaria por coletar os rins e distribuí-los utilizando as regras já existentes, encaminhando os rins para quem mais precisa, não para quem pode pagar mais. Como já bem percebido, incentivos financeiros em troca de órgãos, porém, envolve uma discussão ética.

Outro ponto que muitos comentaram, até mesmo o próprio Joel, foi a questão do Irã, que permite o comércio de órgãos. Lá existe um pagamento à família do doador ou ao doador, realizada pelo Estado, e não existe um vínculo entre o receptor e o doador.

A relação comercial na doação de órgãos existiu na China, Filipinas e Índia, onde houve de fato o aumento no número de transplantes. Mas como efeito colateral, surgiu um movimento de turismo de órgãos. Assim, esses três países baniram a prática.

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