Eis que calouras de Medicina da Universidade de Franca (Unifran), interior de São Paulo, passaram nesta segunda por um trote em que prestam o seguinte juramento:

 “Juro solenemente, nunca recusar uma tentativa de coito de um veterano. Prometo nunca entregar o meu corpo a nenhum invejoso, burro, trouxa… da Odonto”.

Tem vídeo:

Em que tempo vivemos? Meninas ajoelhadas repetindo machismo em tom de piada por parte dos veteranos. E não é novidade. Uma aluna que ingressou no curso em 2015 chegou a fazer posta em sua rede social ( agora apagado) narrando:

“Pois é gente, em 2015 eu levei trote dos veteranos da Medicina da Unifran e tive que declamar essa p… de juramento. Esse mesmo que vocês estão espantados. Recebi café, ovo na cabeça, feno dentro da roupa, tinta, tive que bochechar violeta genciana que tinha passado pela boca dos outros 100 alunos levando trote. Eu era a exceção, e me posicionei contra o trote, contra meus colegas de faculdade. A maioria das pessoas me julgava e tentava me silenciar, ameaçava os calouros que me ouviam, me chamava de vergonha da faculdade por não apoiar as tradições, veio me ordenar a apagar comentários em que eu opinava”

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) se pronunciou sobre o acontecido e através da 13ª Subseção de Franca (SP) e irá procurar as autoridades locais e a universidade para questionamentos sobre o caso. O Ministério Público instaurou um inquérito:

“Repúdio a qualquer ato de violência física, moral ou psicológica perpetrados em face dos alunos recém admitidos”

A Universidade também se pronunciou através de comunicado oficial:

“A Universidade de Franca (Unifran) repudia quaisquer atos que incitem preconceito, homofobia, machismo, discriminação, constrangimento ou equivalentes, praticados por membros da comunidade universitária, em particular aqueles relacionados aos chamados “trotes” aplicados aos novos estudantes.

É com esse espírito que a Instituição se manifesta veementemente contrária ao ocorrido no último dia 04 de fevereiro. Atitudes como essa não constituem somente atos de preconceito, mas um ataque à própria Universidade, uma violência à sua tradição e missão, motivo pelo qual os responsáveis pelos atos estão sendo identificados e serão penalizados, conforme previsto no Regimento Geral da UNIFRAN Art. 128, incisos III, VI, VIII e, em especial, o inciso V Penalidades de acordo com os artigos 132 e 133 (que podem ser de uma simples advertência até expulsão).”

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