Ontem, um avião da Ethiopian Airlines caiu, em um acidente que não deixou sobreviventes. A aeronave iria da capital da Etiópia (Adis Abeba) para Nairobi, no Quênia, e tinha 157 pessoas a bordo, 149 passageiros e 8 tripulantes. As causas do acidente ainda são desconhecidas.

Entre as informações do presidente da companhia aérea, Tewolde GebreMariam Medhin, em entrevista coletiva foi dito que o piloto do Boeing 737 MAX 8 mencionou que teve dificuldades e que queria voltar para o local da decolagem. A manobra foi autorizada pelos controladores. Seis minutos depois de decolar, o voo ET 302 perdeu contato com a torre.

A aeronave, do mesmo tipo da que caiu na Indonésia em outubro de 2018, foi comprada pela Ethiopian Airlines em novembro e não tinha registro de problemas técnicos. O piloto, de acordo com o presidente da companhia,  tinha excelente registro de voo:

“Como eu disse, é um avião novo em folha, sem registros de problemas técnicos, comandado por um piloto sênior, e não há nenhuma causa à qual possamos atribuir [o acidente] neste momento”

Foram vítimas de mais de 30 países (não havia brasileiros). Ali estavam em maioria quenianos, num total de 32 pessoas, e ainda etíopes, norte-americanos, canadenses, franceses, chineses, egípcios, suecos, britânicos, holandeses, indianos, eslovacos, austríacos, suecos, russos, marroquinos, espanhóis, poloneses e israelenses.

Depois, descobriu-se através de manifestações no Twitter, que haviam representantes da Organização das Nações Unidas a bordo, o que foi confirmado pela companhia aérea. O ex-embaixador nigeriano Abiodun Oluremi Bashua, 67, está entre as vítimas da queda, como informou o Ministério das Relações Exteriores da Nigéria. A ONU confirmou a morte de 22 funcionários de organizações afiliadas, como o Banco Mundial.

No aeroporto de destino, mutos familiares aguardavam notícia e a confirmação da lista de passageiros.

A questão do modelo do avião foi levantada por muitos da imprensa. No Brasil, por exemplo, em reflexo de uma diretiva de aeronavegabilidade de emergência para companhias aéreas que operam o Boeing 737 Max. expedida pela autoridade de aviação dos Estados Unidos, em novembro, a Anac exigiu treinamento de pilotos. Eles devem estar cientes de que um erro em um sensor pode levar a tripulação a ter dificuldade para controlar o avião, e levar o nariz do avião para baixo, com “perda significativa de altitude e possível impacto com o terreno”.

O 737 MAX 8 está no quadro de aeronaves da Gol Linhas Aéreas. São sete aviões do modelo que fazem preferencialmente rotas para os Estados Unidos, América do Sul e Caribe. A empresa disse à TV Globo que acompanha as investigações sobre o acidente e que, por enquanto, não cogita a suspensão de voos.

O acidente deste domingo foi o segundo, em menos de 6 meses, envolvendo aeronaves Boeing 737 Max 8 com queda logo após a decolagem.

A Boeing que tem nos aviões 737 Max 8 sua aeronave mais vendida de todos os tempos, com 10 mil aviões produzidos, emitiu comunicado após o acidente:

 “Uma equipe técnica da Boeing viajará até o local do acidente para fornecer assistência técnica sob a direção do Departamento de Investigação de Acidentes da Etiópia e do Conselho Nacional de Segurança de Transportes EUA [NTSB, na sigla original]”.

Na China, o órgão que administra a aviação civil ordenou que todos os Boeing 737 Max 8 operados por companhias aéreas do país aterrissem até o fim da tarde desta segunda-feira, e não operem mais. Há 96 aeronaves desse modelo em operação por lá. Indonésia e Etiópia seguiram a mesma determinação.

O último informe sobre o acidente foi postado no Twitter esta manhã e diz:

“Boletim de acidentes n º 6 emitido em 11 de março de 2019 às 01:40 PM hora local o gravador de dados de voo digital (DFDR) e o gravador de voz do cockpit (CVR) de ET302 foram recuperados.”

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