Está oficialmente aberta a Exposição Tarsila Popular, que reúne cerca de 92 trabalhos de Tarsila do Amaral, até 28 de julho no Masp, em São Paulo. A mostra é parte do eixo temático Histórias das mulheres, histórias feministas, do qual também fazem parte as mostras sobre Djanira da Motta e Silva (1914-1979) e a respeito do trabalho da arquiteta Lina Bo Bardi (1914-1992). Ao mesmo tempo, a exposição compõe a série que o museu organiza reconsiderando a noção de “popular”, com mostras anteriores que revisitaram Portinari, em 2016, Agostinho Batista de Freitas, em 2017, e Maria Auxiliadora, em 2018.

“Em Tarsila, o popular se manifesta através das paisagens do interior ou do subúrbio, da fazenda ou da favela, povoadas por indígenas ou negros, personagens de lendas e mitos, repletas de animais e plantas, reais ou fantásticos.”

“A paleta de Tarsila também é popular: azul puríssimo, rosa violáceo, amarelo vivo, verde cantante”.

Em Tarsila Popular estão reunidos 40 desenhos e 50 pinturas produzidos entre 1921 e 1969. O acervo inclui obras importantes da trajetória da artista como Abaporu (1928), Antropofagia (1929) e Operários (1955). A proposta da mostra curada por Fernando Oliva é refletir sobre os trabalhos da artista, inclusive conduzindo os visitantes através de 40 textos de uma série de historiadores e pensadores contemporâneos distribuídos pela exposição.

O Abaporu, obra mais conhecida de Tarsila, e  que faz parte do acervo do Malba, em Buenos Aires, está no segmento final da exibição. A organização das obras não obedece ordem cronológica, mas sim blocos temáticos. Começa por retratos, passa pelos nus, viagens, religião, pinturas sobre o povo brasileiro e finalmente fechando com o período antropofagista.

Para quem não se lembra o porquê da relevância do Abaporu (aba = homem; poru = que come), uma pequena história: Tarsila presenteou seu então marido, o escritor Oswald de Andrade, com a obra. Foi a reflexão a respeito do quadro, que o levou a escreveu o Manifesto Antropófago, marco no Modernismo brasileiro. Ele dizia que “só a antropofagia nos une”, propondo “deglutir” o legado cultural europeu e “digeri-lo” sob a forma de uma arte tipicamente brasileira.

Tarsila do Amaral nasceu em São Paulo, em 1886. De família rica, estudou música e belas artes e mudou para Paris em 1920, onde pode de aperfeiçoar nos estudos e conhecer personagens importantes do meio artístico.

MASP

Exposição Tarsila Popular

Às terças-feiras, a entrada é gratuita. 10h às 20h
De quarta a domingo, o horário de funcionamento é das 10h às 18h / inteira R$ 40,00 meia R$ 20,00
Até 28/07
Av. Paulista, 1.578
tel. 11 3149-5959

IMPORTANTE: Na compra pelo site você consegue agendar o horário da visitação.

RELEMBRE

Recentemente, o Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York, anunciou a compra da pintura A Lua, de Tarsila do Amaral. O valor? Algo em torno de 20 milhões de dólares. Em comunicado, o museu celebrou a chegada da obra da artista brasileira descrita assim:

“Figura de fundação para a arte moderna no Brasil e uma protagonista central nos intercâmbios transatlânticos e culturais deste movimento.”

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