A Gucci pediu desculpas depois acusada de blackface. A peça em questão, parte da coleção inverno 2019, era um suéter preto com balaclava (acessórios que cobrem o rosto) da mesma cor, vazada por lábios vermelhos e grossos. Na internet, rapidamente identificaram a referência no  personagem Sambo, do livro A História do Pequeno Negro Sambo (1898), que estereotipa o negro dentro do conceito de malandragem, preguiça e escracho.

Outra questão que incomodou o público foi o fato da modelo que veste o suéter ser branca, o que remeteria ao blackface, também usado para estereotipar de forma negativa os negros no século 19. E mais: A peça foi disponibilizada para compra exatamente no Mês da História Negra. O ator Marque Rachardson,  de Cara Gente Branca,  em sua conta no Instagram.

˜Esse é o seu rei? F**** Gucci”

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No pedido de desculpas, a Gucci afirma que considera a diversidade um valor fundamental a ser defendido, respeitado e prioritário em cada decisão da marca. E também se disse comprometia em aumentar a diversidade dentro da organização fazendo desse episódio uma forma poderosa de aprendizado para o time da marca.

A Adidas também retirou um lançamento do mercado. Exatamente em clima da consciência negra nos EUA, a marca lançou um modelo Ultraboost dentro do selo CBC, abreviação para celebrando a cultura negra. Acontece que o de tênis era todo branco e fazia parte de uma linha chama uncaged, algo como solto da jaula. A marca usa a expressão para definir os tênis não tem cercamento de plástico na parte externa, mas claro que a expressão dá margem para outras interpretações.

Depois das reclamações que começaram a surgir na internet a marca decidiu tirar o produto da coleção e explicou, em comunicado, que o problema aconteceu nos últimos ajustes para o lançamento.

“Adicionamos um tênis que mais tarde sentimos não refletir o espírito ou a filosofia de como a Adidas acredita que deve reconhecer e honrar o Mês da História Negra”.

Repare que existem outros modelos lançados para a celebração, inspirados pela  Harlem Renaissance, ou a New Negro Renaissance, inicialmente um movimento literário negro da década de 20, no Harlem, que também se estendeu a outras formas de arte.

Song of the Towers, Aaron Douglas

 

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