Gilmar Mendes, ministro do STF, já havia se declarado impedido de atuar em processos que envolvam o João de Deus. Agora é o ministro Luiz Fux quem alega motivo de foro íntimo para deixar a relatoria de um pedido de soltura que corre desde o último dia 15. João de Deus é réu por violação sexual e estupro de vulnerável, e está preso desde 16 de dezembro no Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia.

O Código de Processo Civil diz que um juiz pode se declarar suspeito por motivo de foro íntimo, sem a obrigação de declarar suas razões para não querer julgar o processo. Apurado pelo Estadão, João de Deus seria conhecido ministros do STF como Dias Toffoli e Luís Roberto Barroso, que já se consultaram com o médium. O réu também teria tido contado com Luiz Fux e Rosa Weber, que contou com a presença do líder religioso em sua posse como presidente do TSE, em agosto do ano passado.

Nesta quinta, o ministro Nefi Cordeiro, do STJ, negou um habeas corpus a João de Deus.

No último dia 20 de fevereiro, o Ministério Público do Estado de Goiás registrou uma 4ª denúncia contra João de Deus por estupro de vulnerável. Os promotores também propuseram uma ação cível por danos moral, coletivo e social. O médium está preso há dois meses e é réu por abusos sexuais, posse ilegal de arma de fogo e corrupção de testemunhas.

Em 18 de fevereiro,  João de Deus e sua mulher, Ana Keyla Teixeira Lourenço, viraram réus por posse ilegal de arma de fogo. A denúncia foi recebida pelo juiz Ricardo Silveira Dourado, da 1ª Vara Criminal, Tribunal de Justiça de Goiás. A denúncia corresponde a um revólver 38 e 11 munições encontradas na casa deles, em 21 de dezembro do ano passado.

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