Bobó de camarão, camarão à baiana, medalhões de lagosta com molho de manteiga queimada, bacalhau à Gomes de Sá, frigideira de siri, moqueca (capixaba e baiana), arroz de pato, vitela assada, codornas assadas, carré de cordeiro e medalhões de filé. Os vinhos são de safra igual ou posterior a 2010 e tem pelo menos 4 premiações internacionais. Pode parecer menu de restaurante chique, mas são, na verdade, refeições descritas na licitação liberada pelos ministros do Tribunal de Contas da União (TCU) para o Supremo Tribunal Federal. Estamos falando daquele caso bastante polêmico da compra de alimentos solicitada pelo STF em maio desse ano.

A licitação inicialmente era de R$ 1.134.893,32, com lance mínimo de R$ 463.319,30. A proposta vencedora foi de R$ 481.720,88. O Supremo argumentou que o cardápio não será servido “para todo e qualquer evento do STF”, mas, sim, naqueles em que estiverem presentes ao menos 100 pessoas e duas “altas autoridades”.

Quem seriam as “altas autoridades”? Presidentes dos tribunais superiores, chefes de Estado ou de governo, vice-presidentes de outros países, vice-primeiro-ministros, ministros de Estado, presidentes do Senado e da Câmara e governadores.

A questão da licitação foi parar no Tribunal de Contas após uma ação do Ministério Público, que acredita que o cardápio destoa com “a escassez e a simplicidade dos gêneros alimentícios acessíveis – ou nem isso – à grande parte da população brasileira que ainda sofre com a grave crise econômica que se abateu sobre o País há alguns anos”.

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