A foto que mostra o congestionamento para a subida do monte Everest chamou a tenção do mundo todo. Conhecida por ser a montanha de maior altitude da Terra, com pico a 8.848 metros acima do nível do mar, o Everest, localizado no Nepal é ponto de desafio para alpinistas de todas as nacionalidades. Existem duas rotas principais de escalada: uma conhecida como rota padrão, pela face sudeste, no Nepal, e outra pela face norte, no Tibete. A tal da rota padrão não tem exatamente desafios no setor da técnica de escalada, mas o Everest apresenta outros perigos, como o mal da montanha ( dor de cabeça, perda de apetite, náusea, vômitos, fraqueza, tontura, fadiga e dificuldade para dormir) devido a altitude, condições climáticas, vento e avalanches.

Acontece que nas últimas duas décadas, seis alpinistas morreram por ano, em média, enquanto tentavam escalar o Monte Everest, e nesta primavera, o número de mortos ou desaparecidos já chega a 11. Em 2015, pelo menos 22 pessoas morreram depois de uma avalanche no monte, causada pelo terremoto que atingiu o Nepal. A tragédia foi ainda pior do que a do ano anterior, quando 16 guias (grupo étnico Sherpa) morreram na montanha. Entre 1924 e 2018, 295 pessoas morreram tentando escalar o Everest.

Vários fatores são apontados como motivo para o aumento das mortes nesse ano. Entre eles, um grande número de licenças de escalada emitidas pelo governo nepalês, causando uma superlotação na rota. A passagem do ciclone Fani, que atingiu a Índia e Bangladesh, prejudicou o tempo na região e fez da subida algo arriscado por determinado tempo da temporada. O diretor-geral do departamento de turismo do Nepal, Danduraj Ghimire falou ao The New York Times sobre a relação do número de mortes neste ano com fato de que havia menos dias de tempo bom para os escaladores chegarem ao cume com segurança, fugindo da questão da superlotação.

Alguns alpinistas apontam erro  no controle do fluxo, o que permitiu que 250 pessoas tentassem escalar a montanha em um mesmo dia, um recorde histórico. Muitos tiveram que esperar por horas tanto para descer quanto para subir, ficaram exaustos e com cilindros de oxigênio acabando. Especialistas também falam do aumento no número de alpinistas inexperientes e aumento no volume de guias não capacitados, e diminuição nos valores de pacotes devido a larga oferta de agências concorrendo no mercado. Cada pessoa precisa pagar uma permissão que custa US$ 11 mil para subir o Everest. As expedições ao cume do monte duram cerca de dois meses, de acordo com o Conselho Britânico de Alpinismo.

Em entrevista à Veja, Waldemar Niclevicz, o primeiro brasileiro a escalar o Everest, afirmou que, além da lotação, a falta de preparo e experiência de muitos alpinistas também pode ter levado ao aumento das fatalidades.

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