O programa Novo Rio Pinheiros pretende revitalizar o símbolo da cidade de São Paulo por meio da união dos órgãos públicos e da sociedade – e esta tem papel fundamental para que a meta seja alcançada. Todos os dias milhares de toneladas de lixo chegam às águas do Pinheiros e dos demais rios da cidade, como o Tietê. Segundo dados da Sabesp, entre janeiro e junho deste ano, foram retiradas 2,3 mil toneladas de lixo – especialmente plástico – do Rio Pinheiros. O trabalho custou R$3,5 milhões.

Mas medidas simples podem contribuir diretamente para melhorar as condições dos rios urbanos. Conheça algumas ações que a população pode adotar para cooperar no processo de limpeza do rio e ainda evitar que, uma vez limpo, ele fique poluído novamente:

1. A primeira delas é talvez a mais óbvia: não descartar resíduos nas vias. E isso vale para qualquer tipo de material. Desde eletrodomésticos e móveis que muitas vezes são descartados às margens dos rios até os lixos mais “comuns”, como papéis de bala e bitucas de cigarro, por exemplo, frequentemente jogados pela janela do carro. É importante ressaltar também que mesmo que o lixo seja jogado em uma via bem longe da margem do rio ele pode chegar até lá do mesmo jeito, sendo levado pela correnteza quando chove.

2. Uma das principais frentes de atuação da Sabesp no processo de limpar o rio é realizar o mapeamento da bacia do Pinheiros para identificar o impacto no rio gerado por imóveis que não são conectados à rede coletora já existente – os chamados factíveis – e também os lugares onde é necessário implantar a rede. A Companhia mapeia ainda os pontos onde são necessárias as estações de tratamento da água dos afluentes. Nesse sentido, a população deve, por sua vez, verificar se o imóvel onde mora possui ligação de esgoto. Caso contrário, entrar em contato com a Sabesp a fim de solucionar a questão e evitar que esse resíduo seja despejado diretamente nos rios da cidade.

3. O óleo de cozinha é um dos principais poluentes dos rios. Uma vez que o material chega à água, impede o fluxo de oxigênio e, assim, impossibilita totalmente a manutenção do ecossistema aquático e os processos químicos que ocorrem naturalmente ali. Antes disso, o produto pode causar problemas internos na residência, como o entupimento dos canos. O óleo pode e deve ser reciclado – atualmente, somente 10% do total usado em residências e estabelecimentos comerciais é destinado à reciclagem. Aprenda aqui o passo a passo para o descarte correto do óleo de cozinha e conheça ainda o PROL, o Programa de Reciclagem de Óleo de Fritura da Sabesp.

4. Separar o lixo reciclável diminui a quantidade diária de resíduos acumulados – o que por si só já é benéfico para o meio ambiente. As cidades não têm mais tantos espaços para concentrar o lixo produzido e, por isso, o melhor é tentar reduzir ao máximo a quantidade de resíduos gerada nas casas e nas empresas, optando pela reciclagem dos plásticos, metais, vidros e papéis; procurando descartes especializados para lixo hospitalar e eletrônico; e apostando na compostagem, no caso do lixo orgânico; entre outras medidas.

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