Nos últimos anos, as campanhas e mobilizações pelo fim do uso e da produção do glitter têm ganhado cada vez mais espaço. Feito a partir de um microplástico, o material é tão pequeno que passa direto pelos ralos. Além disso, em períodos especialmente como o do Carnaval, ele acumula nas ruas em grandes quantidades. Em ambos os casos, vai parar direto nos rios e oceanos.

O microplástico do qual o glitter é feito é chamado de tereftalato de polietileno, também conhecido como Mylar – esse plástico é responsável por 92,4% dos 5,25 trilhões de pedaços de plástico presentes atualmente no oceano. Sua composição ainda leva uma camada refletora que geralmente é feita de alumínio. O glitter é brilhante e, por isso, chama muita atenção dos animais marinhos, que acabam confundindo-o com comida. No corpo das espécies, ele ataca o fígado e danifica as funções comportamentais do órgão. Além disso, cada micro-pedaço leva milhares de anos para quebrar e se decompor. Se é difícil limpar o glitter do chão de casa quando ele acidentalmente cai, imagine tirá-lo dos oceanos.

Os Estados Unidos e o Reino Unido já adotaram medidas para proibir totalmente o glitter, inclusive seu uso em cosméticos e produtos para cuidados pessoais. A medida visa proteger o ambiente marinho de mais uma fonte de poluição plástica.

Uma pesquisa realiza pela Royal Society of Chemistry, sociedade científica do Reino Unido, encontrou ainda níveis alarmantes de contaminação microplástica na água de torneiras domésticas. A organização declarou: “É necessário mudar a maneira como o plástico é visto pela sociedade”.

* Com informações do Daily Mail UK

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