Zona morta é o nome dado para determinadas áreas dos oceanos que possuem pouco ou nenhum oxigênio – o que impossibilita a existência e a manutenção da vida marinha no local. A questão é que elas são desencadeadas pela atividade humana e estão ficando cada vez maiores, ameaçando uma série de espécies de animais e prejudicando ainda aqueles que dependem do mar para se alimentar e trabalhar.

É natural que existam zonas de baixo oxigênio no oceano, especialmente na costa oeste dos continentes. O problema é que elas estão expandindo muito desde 1950 e esse processo não tem sido desencadeado apenas por ações da natureza. As alterações climáticas, cada vez mais graves, são diretamente responsáveis por esse aumento de zonas mortas no mar, principalmente em regiões onde elas não seriam comuns.

A relação existe porque as águas quentes já têm naturalmente menos oxigênio – então, se a temperatura da superfície aumenta, o oxigênio não chega às áreas mais profundas dos oceanos. Além disso, os animais, ao se depararem com uma situação de pouco oxigênio disponível, respiram mais rápido, usando mais oxigênio em menos tempo. Além disso, estão ainda as substâncias utilizadas para aprimorar a agricultura, que penetram no solo e invadem os oceanos. Ali, elementos químicos (como o fósforo, por exemplo, que é um dos principais componentes dos fertilizantes e dos adubos artificiais) causam a proliferação de algas – quando elas morrem, absorvem grandes quantidades de oxigênio, deixando o local ainda mais desprovido do mesmo.

Por fim, existe ainda uma outra consequência que aparece depois da criação da zona morta: o oceano, quando sente essa falta de oxigênio, libera substâncias químicas na água, como o óxido de nitrogênio, que é um dos gases causadores do efeito estufa e é ainda mais prejudicial do que o CO2.

Entre as soluções para esse aumento de zonas mortas nos oceanos, estão obviamente a contenção das mudanças climáticas e as ações para minimizar o aquecimento global. Mas outras ações que podem ser adotadas a curto prazo também devem ser consideradas, como a abolição do uso de fertilizantes químicos na agricultura, que trabalharia apenas com adubos naturais, e a criação de áreas marinhas protegidas, onde os animais iriam para encontrar oxigênio e a pesca seria proibida.

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