No último sábado, dia 7 de dezembro, a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN) divulgou um importante estudo durante a COP 25, que está sendo realizada em Madrid, Espanha, sobre a relação entre o aumento das temperaturas e a redução do oxigênio nos oceanos. Segundo cientistas, as alterações climáticas, somadas ao fenômeno chamado poluição por nutrientes, estão impactando negativamente na concentração de oxigênio dos oceanos – uma vez que ela fica cada vez menor, as espécies marinhas têm suas existências mais ameaçadas.

A chamada poluição por nutrientes caracteriza-se por um processo que começa quando substâncias químicas, como nitrogênio e fósforo, chegam aos rios e oceanos graças às águas da chuva e ali, fazem com que a população de algas cresça de forma excessiva. Depois, conforme esses organismos vão morrendo, seu processo de decomposição – que demanda oxigênio – diminui a concentração do mesmo na água.

Mas para além da poluição por nutrientes, outro fator que também interfere nos níveis de oxigênio dos oceanos – sendo este ainda mais urgente – é a alteração climática. Uma das principais consequências do aquecimento global é o aumento na temperatura das águas de rios e oceanos. Uma vez que os oceanos absorvem parte do calor gerado pelo efeito estufa, quanto mais quente o planeta, menor a concentração desse gás, que é sensível à temperatura.

Obviamente, a concentração de oxigênio na água é um fator fundamental para a existência e manutenção de boa parte da vida marinha – atingindo, especialmente, espécies como o atum, tubarões e o marlim-azul, que são animais grandes e, por isso, têm mais gasto energético e precisam de ainda mais oxigênio.

Por fim, os cientistas afirmaram que, se mantido o ritmo atual de emissão de gases do efeito estufa na atmosfera, até 2100 os oceanos terão perdido entre 3% e 4% de seu oxigênio – e a situação pode ser ainda pior nas regiões tropicais, que já possuem águas naturalmente mais quentes.

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