A Suécia se destaca no cenário global quando o assunto é gestão do lixo e reciclagem. No país, a coleta atingiu o nível máximo – quase não existem aterros sanitários e os resíduos produzidos se transformam em combustível ou são reutilizados.

Nas casas de famílias suecas, existem baldes diferentes para cada tipo de lixo, como plástico, papel, vidro e papelão, e um outro destinado aos resíduos que não podem ser reciclados. Nem os móveis e eletrodomésticos, como sofás e televisores, vão parar em aterros – eles são transportados para estações especiais, onde são desmontados, seus componentes comercializados e transformados em matéria-prima para novos ciclos de produção.

A situação foi tão bem resolvida que, agora, a Suécia enfrenta uma questão com a falta de lixo. No país, apenas 7% de todo o lixo vai para os aterros. O restante, é incinerado ou reciclado. Graças ao desperdício, Estocolmo recebe 45% de eletricidade – sem desperdício, a população tem um problema, uma vez que usa calor para aquecer moradias e receber eletricidade.

A Noruega, país vizinho, já está ajudando: o país fornece anualmente 800 toneladas de lixo para a Suécia, que passa por um inédito caso de importação de lixo.