A 19ª edição do World Toilet Summit, a primeira em solo latino-americano, será realizada no Hotel Renaissance, em São Paulo, entre os dias 17 e 19 de novembro de 2019. O Instituto Trata Brasil é anfitrião do evento no país, que conta ainda com apoio institucional da Rede Brasil do Pacto Global, iniciativa da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Governo do Estado de São Paulo.

Em entrevista para a Jovem Pan, Edison Carlos, presidente-executivo do Trata Brasil, falou sobre o evento: “É um encontro mundial sobre saneamento que consiste em um grande debate internacional que passa principalmente pela questão da falta de saneamento, de água tratada, de coleta e tratamento de esgoto e também de banheiro. No Brasil, são milhões de pessoas que, até hoje, não têm sequer um banheiro em casa. Esperamos que as autoridades que estarão presentes, além dos especialistas internacionais, ajudem o Brasil a encontrar soluções para que a nossa população resolva essa questão o mais rápido possível. Atualmente, a expectativa é de algo em torno de 20 a 30 anos para que todos os brasileiros tenham acesso a essa infraestrutura tão básica, que é um banheiro. Essa condição é inaceitável”. Para o presidente, é importante prestarmos atenção no termo “saneamento básico”. Ele explica: “O termo diz ‘básico’ porque é algo que já deveria ter sido feito, que é prioridade. Levar água potável e coletar esgoto são fatores de proteção à saúde. As pessoas adoecem muito em lugares onde não há saneamento – especialmente as crianças. Estamos falando de saúde e de qualidade de vida como um todo”.

Em relação ao evento, Edison conta que a abertura terá a participação de representantes do governo, da prefeitura, entidades internacionais, deputados e senadores ligados à causa do saneamento. Depois, o encontro segue com 14 painéis de debate que discutem temas como mudanças climáticas e como planejar o futuro da água nesse cenário inconstante; como levar serviços de saneamento para favelas e áreas irregulares; como conseguir recursos para tratar essas questões; despoluição de rios e oceanos; entre outros. “São debates que, ao final, resultarão em um relatório que será encaminhado ao governo com o objetivo de acelerar as medidas nesse sentido”, explica.

 

* Com entrevista concedida para Marcella Lourenzetto

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