O plástico é um dos principais problemas atuais dentro da temática ambiental. De acordo com um estudo feito pelo Fundo Mundial para a Natureza (WWF), o Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo: são 11 milhões de toneladas a cada ano – só perdemos para Estados Unidos, China e Índia. Como se não bastasse, o país também é um dos que menos pratica a reciclagem, destinando pouco mais de 145 mil toneladas de todo esse material para os processos de reutilização e reaproveitamento – número que representa só 1,2% do total produzido. A título de comparação, a média mundial é de 9% de materiais levados para a reciclagem.

Ou seja: a conclusão óbvia é que produzimos plástico demais e, mais grave, acabamos jogando todos esses itens feitos com o material no lixo comum. São coisas normalmente de uso rápido e descartável. E, na maioria das vezes, totalmente dispensáveis – ou porque o objeto já tem um substituto mais sustentável disponível no mercado ou porque ele simplesmente não é necessário mesmo. Confira alguns exemplos:

1. Sacola plástica

Assunto polêmico, as sacolinhas plásticas, muito comuns em supermercado, já saíram de circulação, voltaram com a obrigação do consumidor pagar para usá-las… Mas a verdade é que todo mundo sabe que, hoje em dia, elas são absolutamente dispensáveis. Os próprios mercados comercializam ecobags e outras opções de sacolas sustentáveis, feitas de pano, por exemplo, e ainda oferecem gratuitamente caixas de papelão, para quem não quer gastar com isso. Há opções de ecobags que inclusive são dobráveis e cabem na bolsa. Ou seja, não tem desculpa para não ter uma sempre à mão!

2. Canudinho

Outra polêmica, o canudo plástico virou basicamente símbolo do combate ao uso desnecessário de itens plásticos, que é uma das grandes frentes da causa ambiental na atualidade. O objeto não é assim tão necessário no dia a dia – se a questão é misturar o drinque ou então mexer o açúcar dentro do suco, uma colher resolve bem o problema. Mas, para quem faz questão do canudo, há inúmeras opções em substituição ao modelo plástico, feitas de materiais como aço e bambu, e até versões comestíveis ou biodegradáveis.

3. Copos, garfos e talheres

É claro que aqui existe a questão da praticidade. Na hora de organizar uma festa ou um churrasco para muita gente, os descartáveis são uma opção econômica e não fazem sujeira, poupando todos de terem que lavar a louça depois. Mas o ponto é justamente esse – eles não dão trabalho porque, normalmente, quando o evento acaba, são jogados em um saco de lixo que provavelmente vai parar nos aterros e lixões depois. Então, não tem jeito: a sustentabilidade aqui tem que ganhar da praticidade. O jeito é usar os talheres comuns mesmo. Lá fora, há países que já estão trabalhando em soluções inovadoras: a startup indiana Bakey produz garfos feitos de sorgo (chamado de milho-zaburro no Brasil) e a norte-americana SpudWares aposta em féculas de batata como matéria-prima. Agora, se o copo em questão é oferecido no seu ambiente de trabalho ou no restaurante onde você parou para almoçar, a dica é ter seu próprio à mão para não precisar aceitar a opção de plástico. Os modelos de silicone, retráteis, são os mais indicados.

4. Plástico filme

É um hábito fácil de abandonar. Na hora de embalar um alimento para ir à geladeira, como o resto de uma fruta ou a verdura que sobrou do almoço, por exemplo, coloque o alimento dentro de um pote de vidro com tampa em vez de passar o plástico filme em volta dele. Os potes são laváveis e ainda podem ser usados na hora das compras para quem adota o consumo a granel.

5. Escova de dente e cotonete

Tanto as escovas de dente quanto os cotonetes são feitos a partir de plástico comum e, após o uso, vão parar no lixo. É claro que ninguém vai abrir mão de escovar os dentes ou de usar cotonete – mas a boa notícia é que já existe no mercado opções dos dois feitas usando bambu como matéria-prima. A opção é biodegradável e não agride o meio ambiente.

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