Esfoliante é um tipo de cosmético usado para extrair cravos e espinhas do rosto e deixar a pele mais lisa e uniforme. O problema é que isso é feito por meio das trilhões de partículas de plástico que o produto possui em sua composição – são esses pedaços durinhos que “esfregam” a pele e retiram as impurezas. Se ele normalmente é usado no chuveiro ou na pia do banheiro, é certo que seu destino final é descer pelo ralo. E aí, onde ele vai parar?

Por ser dividido em pedaços minúsculos, o plástico, normalmente do tipo polietileno, basicamente fica no meio ambiente para sempre. Assim que você enxágua o rosto e tira o produto, ele se infiltra nos processos de tratamento da água, entra no sistema hídrico e, enfim, chega aos oceanos, onde prejudica o ecossistema e causa danos à saúde dos animais, que acabam por respirar e até comer esses plastiquinhos. E, mais tarde, quem costuma se alimentar de peixes e frutos do mar, como moluscos e camarões, também ingere o material.

O problema é tão grave que alguns países do mundo, como Holanda, Suécia e Canadá, já baniram o polietileno dos esfoliantes. Para quem não abre mão do tratamento, a dica é apostar em ingredientes naturais que também são capazes de esfoliar a pele, como café, açúcar misturado com mel, bicarbonato de sódio e aveia.

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